Sempre há dentro de todo ser humano, a ansiedade e a necessidade de redescobrir-se! Não existe um momento específico para tal fato se dar, porém, faz-se urgente e saudável que isso certa hora aconteça. É preciso que não venhamos tolir-nos, impedindo que esse processo tão bonito ocorra! Ele pode trazer-nos gratas surpresas ou não, porém, o interessante é saber como vamos lidar com as nossas emoções redescobertas. Bem-vindos! Vamos redescobrir juntos, cada qual com a sua imensa alma!!!!!!!!!!!!
Como queria que nada fosse repetitivo Nostalgia não morasse dentro de mim, fatalidade E, as lembranças, fossem portadoras da felicidade O oposto a isso ocorre, e ao redor, final destrutivo
Como queria não querer vivenciar esse estado aflitivo Pálido, e sem calor, por entre o roseiral morto, atrocidade Mas falta-me a vontade, e, testemunha a verdade Gritante em meu olhar e calada em minha boca
De como o ausente amor pode ser tão devastador Causar tanta dor e solidão por entre os vãos Crescentes em um vendaval enlouquecedor Onde, aos poucos, esquecemos de molhar os grãos! Autoria: Patrícia Pinna Vídeo: You Tube Imagem: Internet
Encanto da Natureza, mistério no vulto das árvores Águas límpidas refrescando o calor com o vento Diminuindo a temperatura não só do corpo Mas da alma em ira, segundos de torpor Um verdejante ar de esperança Na bonança da paz clamada Os lírios exalando o aroma da concórdia, vitalizante E, uma expectativa solta pelo ar Sobretudo, grandiosa feito mar Transparente, exultante com sua visão de águia E a solidão das marés As rochas aconchegam seus pés, servem de repouso Nova energia ao seu espírito traz com a beleza De suas variadas formas e tamanhos entre flores, E, as cores da vida ficam, aos poucos, mais suaves Cenário poético, abençoado, vida exultante a cobrir Os poros de iniciante felicidade, transmutação Com um poderio visto algumas vezes Uma dedicação imensa ao seu eu-interior, salvação Anunciando a liberdade vinda do Colibri!
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Que vãs palavras, ocas e tristes Ensaiam uma poesia no afã de chegar ao céu Cortar as nuvens, dissolver escuridões Arrefecendo o espírito jaz nauseante Com tantas malévolas neblinas Que a retina fartou-se em ver De um lado para o outro Onde não há beleza clara, existe um cansaço Um traço ambíguo do Universo Ora, um fino resplandecer de uma luz Ora, gruta com pedras prendendo com musgos e terra forte Num escuro e gradativo desfalecer A lágrima molha por dentro emocionando Os mais incautos dos humanos Tremenda luta sem espada Corte sem sangue Dor sem gemido Corpo gélido sem morte definitiva E um cactus à espreita Início da tormenta! Autoria: Patrícia Pinna Vídeo: You Tube Imagem: Internet
Alguém sobrevoa com asas longas Acolhe, aquece desfazendo a geleira de anos Construindo planos etéreos golpeando a bestialidade Renovando com seu canto alado Disparado em agradável felicidade Nova era, inspiração e fartura Cobrindo de carne macia a rigidez de um esqueleto Aniquilando a fome de amar e versejar Alguém que não sabe-se nominar, presença forte E sensível como a de um guerreiro Lutando suas marés altas, vencedor! Pouso pensamentos neste ser agradável, que amável Enternece o meu espírito, flui em meus sonhos Nas emoções da minha mente, ser noturno Não esqueço de seu rosto, não esquecerei sua voz Tudo isso aformoseia o meu semblante, meu jasmim Despetalado ao encontro de um renascimento de luz Nudez, mudez, olhar forte, e uma balbuciante respiração! Autoria: Patrícia Pinna Vídeo: You Tube Imagem: Internet
Vozes incomodaram meu silêncio matinal Onde o vento bailava em meus cabelos Refrescando o meu rosto, ao mesmo tempo Em que amava com "Neruda" Sorrindo por dentro, alma em romance Essas mesmas vozes disso não sabiam E, estridentes, penetravam em meus ouvidos Tão a tudo alheias A prata era o manto mais lindo Pormenor misterioso Fantasioso e contrito Digo, e repito comigo, que essas vozes Deveriam ao longe permanecer Sequer aborrecer magnífica saudade Que se abate sobre o meu ser! Autoria: Patrícia Pinna Vídeo: You Tube Imagem: Internet
Não sei julgar o amor,decifrar, pontuar Sou fruto dele, respiro por ele,ar saudável, pele arrepia! A amplitude do amor é macroscópica, amo ao olhar a lua Ao conversar com as estrelas, ao sonhar com o mar distante Flagrante das desilusões sangrentas Sou riso frouxo, cena cômica, abandonei o drama Atuo com a felicidade, excelente atriz! Beijo suavemente o céu, corro de um lado para o outro Na fantasia mais do que real,realizo e friso meu canto norte Antes que ele aborte do ventre meu, dos lábios rosados E volte o olhar marejado, saliva de sais, tristes ais Voz embargada, tom rouco e desafinado, sustenidos! Autoria: Patrícia Pinna Imagem: Internet Vídeo: You Tube
Ao som do único bolero, sente que não tolera seu silêncio Disfarçado de sensatez tentando acertar o passo, a cadência Flutuar em sonhos distantes escondendo as emoções Em vibrações tão únicas, proteção velada Aconchega a amada em seus braços,devaneia,ama Faz do salão o Universo,reluz seu sorriso como a lua cheia Pranteia com o fim da canção, a beija na última nota Abre a porta do coração suavemente e baila em sofreguidão Na escuridão de uma viagem especial,visceral Desliza sua mão nos cabelos adornados De rosas amarelas de sua dama E ela sorri para seu par em seu belo vestido azul feito mar E tão pouco a dizer num festejo singelo do amor Onde o maestro é a singularidade do olhar encantado... Autoria: Patrícia Pinna Vídeo: You Tube Imagem: Internet
Não pouso os meus pés na Terra Tampouco ela comigo fala fazendo mistério Quando mais preciso do seu conselho Sou solta entre as nuvens que despencando Formam formas formidáveis Desenhando uma remota alegria Que com toda primazia primando prioridades Seguram-me em seus fios de algodão Impedindo, velozmente, uma queda fatal E o lúdico alcança o meu olhar poético Como plumas coloridas na passagem dos meus mundos Nos pesos, nas levezas e nas minhas incertezas! Autoria: Patrícia Pinna Vídeo: You Tube Imagem: Internet
Não apetece-me falar da classe dominante Engolindo sem pudor o honesto trabalhador Que em seu labor diário, entre lágrimas e suor Pensa em sua sorte mudar, esperando surgir alguém Com a consciência decente, a fim de governar Sem deixar-se manipular Eu choro, tu choras, ele chora, nós choramos, todos choram Ao ver essa calamidade vergonhosa de trem desgovernado Chamada política sem responsabilidade Onde foi parar a decência, em qual estação refugiou-se O bem comum, em que leito prostrado está a esperança? Imunda escória vomitando falácias, engravidando ingênuos Parindo aberrações! Que sorte é essa da nação inteira Clamando por justiça num labirinto de dor Onde a força parece esvair-se? Renovo como energia e conscientização é do que o povo precisa Para unir-se a lutar como animais ferozes lutam Pela sobrevivência de suas crias Voz sem ação morre sem atingir o objetivo Tornar a Pátria coesa e liberta De seus muitos grilhões! Autoria: Patrícia Pinna Vídeo: You Tube Imagem: Internet
Cansada de caminhar, ver seus pés doridos Seu olhar desiludido das afeições amorosas Imergiu com toda vontade no banho de sais Nas praias mais distantes aliviando seus ais Fez viagem bucólica, clareou seu caminho Abortou a infelicidade Amou a Natureza, engravidou E deu à luz uma menina tranquila, nasceu a paz Despiu-se do manto pesado,remendado E cobriu-se de lírios brancos, luz a irradiar Sussurrou como se falasse segredo a si mesma O mundo não precisava saber dos seus queixumes Ou libertações, renascia! Autoria: Patrícia Pinna Vídeo: You Tube Imagem: Internet