Sempre há dentro de todo ser humano, a ansiedade e a necessidade de redescobrir-se! Não existe um momento específico para tal fato se dar, porém, faz-se urgente e saudável que isso certa hora aconteça. É preciso que não venhamos tolir-nos, impedindo que esse processo tão bonito ocorra! Ele pode trazer-nos gratas surpresas ou não, porém, o interessante é saber como vamos lidar com as nossas emoções redescobertas. Bem-vindos! Vamos redescobrir juntos, cada qual com a sua imensa alma!!!!!!!!!!!!
Deus, escutai as minhas súplicas revestidas de desespero Neste receio, livrai-me do inconcebível Cubra-me com tuas misericórdias Manto longo e sagrado E aformoseie rosto meu Que come o pó da incerteza Minha indignidade é infinita Tanto quanto minh'alma aflita Mergulhada no caos que se avizinha Chorando o opróbrio amargo Céus, céus, olhos vertem lágrimas ao fitar-te O coral de Anjos tentam acalmar meu espírito Em vão, tentam tirar-me da palidez intensa Vagueando absorta na ausência de luz, ratifico a dor! Joelhos dobrados num chão gelado, solidão Voz muda, uma ligação de corpo e santidade Uma esperança de ser atendida nessa encruzilhada De espinhos, pregos e caminhos pesados, venha a claridade! Autoria: Patrícia Pinna (Todos os direitos autorais reservados) Imagem: Internet Vídeo: You Tube
O parto da poesia não durou nove luas Foi gerado no ventre das ideias e sentimentos Pousou levemente seu líquido de amor Sob as folhas ainda por serem escritas, pálidas Tomou um fôlego muito bom, suspirou, sorriu, chorou E deu à luz tantos líricos e diferentes verbetes Emoção inundou em poucos instantes, deu movimento Ao preenchimento de versos robustos e corados
Uma luminosidade fez-se intensa como o vento Espalhou graça , um frescor recém-nascido Adornou o espírito, salvou a alma Banhou o corpo com uma seiva pura, refrescante E uma festa acariciou as sedentas mãos Poesia eterna sem fronteira,guerreira Uma leoa e uma coelha, a bênção verdadeira Inerente aos elementais, um som vibrante e calmante És tu, o princípio de toda a existência Onde nos rendemos dando graças E a ti oferecendo ósculo santo!
Autoria: Patrícia Pinna Vídeo: You Tube Imagem: Internet
Hoje, nasceu um triste dia Assim como todos que ficam vazios Não tem como preencher a lacuna Desde que junto aos Anjos foi habitar Sempre triste são todas as vezes Em que escuto as músicas das quais gostava E cantava com sua voz de contralto, afinada Ficando clara a lembrança do momento Valsando, valsando e valsando... Não haverá dia sequer que possa chamar de completo Sua presença partiu muito cedo de nós, lamento Nem todo unguento que Deus possa dar Minimizará nosso sofrimento Inesquecível és, uma estrela, um brilho forte Partiu, findou a missão por aqui Mas está viva e sempre estará em nossa memória Amor maior não existiu, pura doação E com seu imenso coração agradou a Deus Poupando-lhe mais sofrimento Se puder, cuide de nós, seus amados, seus filhos Tão tolos, por vezes, achando que não partirias cedo Perdoe-nos, perdoe-nos, perdoe-nos Sonhar contigo é um dos consolos que temos Nosso amor não tem fim, como o firmamento não tem Nem os mares que levavam a ti por vários lugares Tampouco a tua bondade absoluta tentando nos agradar Hoje não é um dia feliz por sua ausência física Contudo, tua lembrança viva, muito de ti em nós É a marca que nos deixou por toda a eternidade Até o dia em que pudermos nos abraçar novamente Viva sempre ao nosso lado para nos orientar Gratos somos sempre por teu amor perdoador Se houver outra vida, que seja novamente nossa mãe! Te amamos! Autoria: Patrícia Pinna Imagem: Acervo pessoal Vídeo: You Tube Obs: A minha mãe adorava música francesa, se embriagava, e tinha uma vontade imensa de conhecer a França. Quem sabe não é uma estrela por lá? Um abençoado Dia Das Mães todos os dias!
Fique atento ao amor, ao calor Conjugado no tempo presente Abençoado no futuro Lembrado como aprendizado No tempo passado Atento ao amor, meu amor Ao olhar brilhante, certamente A pupila mais imóvel Procurando o meu ser Jabuticabeira hipnotizante Fala serena e grave, indução Orquestrando melodia Percorrendo o meu avesso Do interior inundando inquietações Explodindo afirmações amantes Um grito de sonoridade intensa Calado de dissabores, expoente de ondas profundas Encontro atencioso, iluminado, lunar Reverenciar o ato de amar Não sossegar em procurar A profundeza quase perfeita Na qual pode-se mergulhar Com pequeno risco de afogar Declamando e amando sem torturar A quem escolheu para nesse abismo se entregar! Autoria: Patrícia Pinna (Todos os direitos autorais reservados e protegidos por lei) Imagem: Internet Vídeo: You Tube.
Na amplitude do meu pensamento tem paixão Grandiosidade da natureza, beleza e admiração Colho as flores, cheiro amores, bebo desejos Espreito uma veracidade em intensos lampejos Do que anseio, há tanto tempo, no meu sonhar Usufruindo da serenidade do verbo transitar Assim, passo pelos campos diferentes semeando paz Mas nem sempre é ela o resultado da minha colheita Todavia, não desisto, procuro em tudo ser audaz Para poder pelo Universo, em plenitude, ser aceita Quão interessante é movimentar a esperança, brincar Lutar com o conhecimento que, no instante temos Aflorar a riqueza da simplicidade, perseguir o olhar Mudo de palavras, expressivamente onde nos vemos. Autoria: Patrícia Pinna Vídeo: You Tube Imagem: Internet
As agruras vistas nas vielas Sobrepõem-se aos instantes de ternura Maiores que os maremotos Destruidoras tal qual furacão Menores em esperança Feito uma partícula nefasta e imperceptível Num caminhar inseguro seguem quase todos Acompanhados pelo rufar do desespero Evidenciando o desalento em seus sons Sonhos encobertos na camuflagem de perigos noturnos As criaturas da noite são-lhe Como sombra faminta e indistinta Derradeira cadeia sofrível, inescrupulosa Uma esquina, corpo frio Noutra, flagelos, zumbis Mais adiante, um rebento chora Ao relento, fome e sede Enquanto isso, uma distração para sobreviver Destituída de calor está a humanidade Vive em anunciada calamidade Sem proteção alguma, morte em vida, triste verdade No abismo, muitos se jogam Evaporam como nuvens Em pura neblina entre a madrugada Sinal letal da agonia Constância de seus medos fundamentados! Autoria: Patrícia Pinna Imagem: Internet Vídeo: You Tube Direitos autorais protegidos por lei.
No lirismo da tua voz escapa-me os sentidos E os senhores da minha vida São ternos prelúdios da paz Jaz a intenção levada de outrora Pensamentos esfuziantes não resistem E a todo instante insistem Em permanecer na doce aurora Glória dos momentos eternizados Sem tormento, enaltecendo o beijo inocente Num espetáculo vivente Palco de afã veemente A reluzir o caminho sedento Lirismo, outrora, momentos... Um oásis de sensações impactantes Tão comuns, reverberantes Perfeitas ilustrações da felicidade cotidiana Encantos e pertubações delirantes Cingindo a epiderme, penetrando alma minha O trevo de quatro folhas a mim sorriu Acaso precisaria de algum complemento Nessa atmosfera hipnotizante? Autoria: Patrícia Pinna Imagem: Internet Vídeo: You Tube Direitos autorais protegidos por lei.
Como queria que nada fosse repetitivo Nostalgia não morasse dentro de mim, fatalidade E, as lembranças, fossem portadoras da felicidade O oposto a isso ocorre, e ao redor, final destrutivo
Como queria não querer vivenciar esse estado aflitivo Pálido, e sem calor, por entre o roseiral morto, atrocidade Mas falta-me a vontade, e, testemunha a verdade Gritante em meu olhar e calada em minha boca
De como o ausente amor pode ser tão devastador Causar tanta dor e solidão por entre os vãos Crescentes em um vendaval enlouquecedor Onde, aos poucos, esquecemos de molhar os grãos! Autoria: Patrícia Pinna Vídeo: You Tube Imagem: Internet
Encanto da Natureza, mistério no vulto das árvores Águas límpidas refrescando o calor com o vento Diminuindo a temperatura não só do corpo Mas da alma em ira, segundos de torpor Um verdejante ar de esperança Na bonança da paz clamada Os lírios exalando o aroma da concórdia, vitalizante E, uma expectativa solta pelo ar Sobretudo, grandiosa feito mar Transparente, exultante com sua visão de águia E a solidão das marés As rochas aconchegam seus pés, servem de repouso Nova energia ao seu espírito traz com a beleza De suas variadas formas e tamanhos entre flores, E, as cores da vida ficam, aos poucos, mais suaves Cenário poético, abençoado, vida exultante a cobrir Os poros de iniciante felicidade, transmutação Com um poderio visto algumas vezes Uma dedicação imensa ao seu eu-interior, salvação Anunciando a liberdade vinda do Colibri!
Autoria: Patrícia Pinna Vídeo: You Tube Imagem: Internet
Que vãs palavras, ocas e tristes Ensaiam uma poesia no afã de chegar ao céu Cortar as nuvens, dissolver escuridões Arrefecendo o espírito jaz nauseante Com tantas malévolas neblinas Que a retina fartou-se em ver De um lado para o outro Onde não há beleza clara, existe um cansaço Um traço ambíguo do Universo Ora, um fino resplandecer de uma luz Ora, gruta com pedras prendendo com musgos e terra forte Num escuro e gradativo desfalecer A lágrima molha por dentro emocionando Os mais incautos dos humanos Tremenda luta sem espada Corte sem sangue Dor sem gemido Corpo gélido sem morte definitiva E um cactus à espreita Início da tormenta! Autoria: Patrícia Pinna Vídeo: You Tube Imagem: Internet