Sempre há dentro de todo ser humano, a ansiedade e a necessidade de redescobrir-se! Não existe um momento específico para tal fato se dar, porém, faz-se urgente e saudável que isso certa hora aconteça. É preciso que não venhamos tolir-nos, impedindo que esse processo tão bonito ocorra! Ele pode trazer-nos gratas surpresas ou não, porém, o interessante é saber como vamos lidar com as nossas emoções redescobertas. Bem-vindos! Vamos redescobrir juntos, cada qual com a sua imensa alma!!!!!!!!!!!!
A poesia tem o aroma da manhã de Outono Vestes diversas para cada ocasião!
O Inverno tem o mistério escondido pelos deuses Nas luas repletas de neblina!
As cores conversam por horas sem repousar Numa extraordinária sintonia de Primavera!
O Sol deixa embriagado o mar, na temperatura Efervescente do Verão, onde a liberdade impera! Autoria: Patrícia Pinna Todos os direitos autorais reservados Imagens: Internet.
O Sagrado tem uma paisagem de serenidade Eterna cumplicidade, a atmosfera intimista A possuir com perfeição leito meu, abrigo Da morada mais fértil do meu ventre Não tem lua determinante, sol flamejante Oásis delirante Nem rima rica, pobre ou a ausência delas O Sagrado tem a leveza da folha soprada ao vento Perto ou longe Manso ou firme Intenso ou fraco Presente necessário ao sobrevivente Inteiramente na caldeira de ais Que tem a chance do arrependimento Prosseguindo em suas cavernas imortais
Bálsamo aliviador na ferida mais profunda Atentos ouvidos ao clamor sincero Lança, com certeza, todo Seu amor De alimento, serve-nos a Sua graça! Autoria: Patrícia Pinna Direitos reservados a autora. Imagens: Internet.
Contemplara a lua mais cheia Do que os seios de uma grávida Na bênção da divindade prateada Ouvira seu som com o fervor de uma donzela
Deitara seus olhos negros mistério profundo E, bem a fundo, sua imaginação criara a festa Complemento de emoções intrínsecas, pulsantes Surgira como a um servo protetor e acasalador Das mais doces e emblemáticas histórias de amor
Embalsamara seus devaneios, jogara fora os receios Quisera jamais acordar e vivenciar outra realidade Uma vez que, sua força poderia ser pequena demais Temera isso acontecer, jogara seu corpo nos lírios Confundira sua pele alva com a das flores
Pedira socorro com toda devoção Pedira paz com toda intensidade Pedira amor com toda lealdade E, a paixão, como elo de um cordão Pedira luz, jejuara, orara, desejara Que o encanto intacto e reluzente não esmorecesse. Autoria: Patrícia Pinna Imagens: Internet.
Uma estrofe quer NASCER Versos por prazer da felicidade Na contramão dessa apatia Nada existe que pulse, pulse, pulse Nem o luar, as muitas estrelas que nada dizem Intocadas, permanecem no firmamento, ao relento As células querem dividir-se em surto de loucura Uma alegria INFLAMADA Com a passagem dos pássaros na CLARIDADE A efemeridade não permite que assim seja E, o "amém", sufoca nos anseios de vida Bálsamo inexistente, um olhar pardo Desses que lançamos em dia nublado Numa inércia que os céus veem e lamentam Na rouquidão expressiva da voz Nem os seres angelicais emanaram a presença interior Decodificadores em sutis momentos de entusiasmo da alma Vivenciara o último suspiro Vestindo-se de pranto destruidor Regado com o inverso do nascimento, grade Assim, abriu os olhos sem vontade! Autoria: Patrícia Pinna (Todos os direitos autorais reservados) Imagens: Internet.
Muito é devaneio, pouco é receio, imensidão de descrédito Nessa parda vida de humanidade esquecida de laços Passos largos, pressa da vida, faz-se dia, faz-se noite Os céus não são os mesmos, as estrelas quase não iluminam O mais infeliz dos réus esperando sua sentença Tenta crer na bondade, mas que nada, veste-se profana Rasgando a sua esperança, deixando-a em retalhos Sem agulhas e linhas para coser esse bem-querer E, arredia, caminha para esmorecer no sinistro abismo São olhos, ouvidos, bocas, pés e mãos inertes Não veem o outro, não escutam Não vão ao seu encontro Não tocam Oferenda que não possui serventia Tudo fica frio! Parece que houve um descarte, uma rejeição Vultos frequentes numa solidão Onde nada passou de uma aparição Não tem mais onde sustentar-se Ficaram as lembranças! Oh, fragilidade do ser! Autoria: Patrícia Pinna(todos os direitos autorais reservados) Imagens: Internet
Crava-me a carne a face obscura do meu sentimento Seca-me os olhos a lágrima que não desliza mais Aquece-me a ira como a um vulcão Lança-me ao precipício a minha incompreensão Tece com a lã mais grossa De um carneiro gordo, agora abatido A vergonha imbuída no mais alto escalão A fome, a sede, a volúpia e a solidão E, visto-me de sangue, dispo-me da saúde e sigo destemido Ao encontro do que nem sei nominar, desejando decifrar A morada do meu inconsciente, veemente filho de Zeus!
Autoria: Patrícia Pinna (Todos os direitos autorais reservados) Imagem: Internet
Solidão, é tal qual mar, profundo e misterioso Uma contemplação intensa,parte de mim Transparente como a verdade Que um dia abarca no porto Com gemidos silenciosos. Autoria: Patrícia Pinna(Todos os direitos autorais reservados) Imagem: Internet
As muitas cores do espírito Vestem meu corpo como eu deixar Vislumbram o verde-escuro, o branco e o vermelho Pincelam de negritude e suas virtudes Inexiste em uma mesma alma só a claridade Sabedora disso, tudo cai a mim muito bem. Irritante chega a ser quem a isso nega Pensam que tudo é feito de sol Que as nuvens não existem Lágrimas são só de felicidade E os fantasmas não nos vem perturbar Minha casa é uma rocha bem forte Sustentadora de todos os meus sentimentos Residente em uma caverna imensa Emana luz dela, vejo o resplandecer nas pedras Na sua areia percebo a aurora E, tudo lá fora, encaro do jeito que for Abraço a mais bela flor ou choro sua morte Planto sementes esperando ser fértil o solo Se desespero, é no tempo certo, volto ao eixo Respiro e suspiro o ar da montanha, seu verdejar E, as cores, vou equilibrando neste Universo Sem pressa, caminhando e evoluindo em cada cor! Autoria: Patrícia Pinna(todos os direitos reservados) Imagens: Internet
Vivenciar o amor, saboreá-lo em todos os seus gostos É como tentar alcançar o seu sentimento selado Em descrédito, em confusões e dissoluções Pequena dama, grande alma Sede de tudo, fome do nada Labirinto toma a forma o seu coração Esquece-se da razão, indaga: -"Quem é ela"? Perdida quase sempre, feliz vez em quando Esporadicamente passageira de luz Mora mais no abismo das trevas Todavia, quando pela fresta Vislumbra um microscópico sorriso Aventura-se em desatino, emoção sem medida Distração, coesão! Deus vela por ela, protege-a da faca carregada consigo Desarma a teimosia, insensatez, a culpa, a vergonha Enfatizando o brilho estelar, serenidade O imbatível compasso da felicidade Manto mais do que sagrado Escondido nos meandros da sua própria sabotagem. Autoria: Patrícia Pinna Direitos autorais reservados Imagens: Internet
Residente em cenário confuso chora a tua alma bipolar Dor de uma dúvida embebida no fel da incoerência Dividindo momentos de uma calmaria feita em parceria Resistindo ao pensamento de que a essência poderia faltar Ausente está o brilho do teu olhar mudo,manto de feitiçaria Que hipnotizava-me num resvalo de tua íris apaixonada Ficando uma sombra melancólica em profundo pesar Sendo Chronos implacável nos segundos sequentes E, a nebulosidade da emoção, fez-se impactante tristeza Fria, oriunda de uma constatação humana tão desumana Que há muito não queria ver Apenas fechar os olhos da consciência Sendo iludida por ela em momentos de fraqueza Teu colo transmite o calor que, por ti foi subtraído Sem cobrar de mim o que não pudesse dar Apenas envolvendo-me em cuidadoso tear Aparentemente inofensivo Onde recebo forma e calor Nos prováveis fios da utopia! Autoria: Patrícia Pinna Imagem: Internet Vídeo: You Tube