REDESCOBRIDORES DA ALMA!

sábado, 24 de junho de 2017

Morada By Patrícia Pinna



Eu quero paz
Amor 
Saúde
Um canto só meu( nosso)
Isso me deixaria em paz, mais intensa e feliz
Desde que as paredes fossem feitas de alma
O teto de espírito
E o chão de forte raiz!


Autoria:Patrícia Pinna

Todos os direitos reservados
Imagem: Internet.


sexta-feira, 9 de junho de 2017

O Que é o Amor? By Patrícia Pinna



De todas as definições que ouvimos sobre o amor,achismos ou convicções, nada elimina seu fator primordial: importar-se!
Quem realmente ama,não o faz só em datas comemorativas, um arroubo de início de relação,um frisson de uma aventura ou a profundidade de algum momento. 
Amar, sempre significará deixar de olhar, pensar ou agir em benefício próprio a ponto que o outro seja um mero detalhe nos resquícios dos nossos pensamentos e ações. 
O amor é imensurável, e se por ele não formos invadidos, qualquer parte ficará doente,suspensa e morna.
Há quem diga que mata por amor, certamente é qualquer confusão emocional, menos o amor, uma vez que ele se IMPORTA,zela,volta seus olhos atentos e cuidadosos,como Deus que nos guarda e livra de todos os males,como uma mãe que se doa e até morre por nós, se preciso for, como o próprio Cristo.
Importar-se é ouvir,dar colo,exortar,acreditar,é deixar o egoísmo massacrado exercitando o altruísmo. 
Como somos seres em evolução, amar também é um verbo que precisa ser aprendido diariamente. 
Temos em nós um lado obscuro que necessita não ser alimentado, contudo, equilibrado,a fim de reconhecermos a necessidade de amar.
Não sejam nossos lábios prontos a falar de amor se não o sentimos, vivenciamos por causa das nódoas tristes em nossa alma.
Seja nossa vida receptora e doadora de amor.
Não venha dizer que ama o Universo, a Deus,a alguém, se a hipocrisia impera, se o importar-se nos detalhes inexistir.
Esse tipo de amor não é reconhecido por mim.
Ser sincero , é o caminho para a reflexão sobre si e nossa bagagem.
Assim sendo,abriremos as portas para a ação, o verbo,o amor!
Do que adianta dizer que ama se não tem uma atitude de ajuda na hora da dificuldade alheia?
Do que adianta dizer que ama se não ouvimos um coração aflito?
Do que adianta dizer que está junto quando se omite?
Isso não é IMPORTAR-SE!
IMPORTAR-SE, é acolher,sofrer junto,deixar a lágrima verter seja de alegria,cumplicidade ou mesmo tristeza.
Importar-se é ABRIGAR o que de melhor temos e lutar contra as nuvens cinzas que encobrem o sol de nascer!
Muito teremos ainda para aprender a exercitar este elemento primordial sem falsidade e de forma esporádica.
O amor não é um meteoro.
O amor é ALICERCE onde quer que esteja,atemporal, vasto e leal para conosco e em todas as esferas.
Enquanto não aprendermos o significado da palavra IMPORTAR, não poderemos dizer que o amor transpira em nós. 
Há muito o que fazer nessa imensidão dos nossos confusos sentimentos,sempre buscando o real sentido de viver!

Autoria: Patrícia Pinna
Todos os direitos autorais reservados.
Imagem:Internet 

domingo, 21 de maio de 2017

Exposição By Patrícia Pinna





Quase sempre há confusão
No terreno dúbio da exposição
Sem saber como a explicação dar
E, num instante de aridez, surtar

Poderia ser como a uma virgem
Na entrega ao seu amado
Há tanto tempo aguardado
Numa exaustiva e ansiosa viagem

Poderia ser cristalina como a uma nascente
Inocente vertente de várias águas
Onde a luz prevalecesse sem mágoas
Coabitando o amor sem tristes pausas

Intimista, parto sem dificuldade
Proteção da felicidade, sua cria
Enaltecendo sua amabilidade
Razão da sua existência nada fria!

Autoria: Patrícia Pinna
Todos os direitos autorais reservados
Imagens: Internet.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Estações By Patrícia Pinna




A poesia tem o aroma da manhã de Outono
Vestes diversas para cada ocasião!


O Inverno tem o mistério escondido pelos deuses
Nas luas repletas de neblina! 


 As cores conversam por horas sem repousar
Numa extraordinária sintonia de Primavera!


O Sol deixa embriagado o mar, na temperatura
Efervescente do Verão, onde a liberdade impera!


Autoria: Patrícia Pinna
Todos os direitos autorais reservados
Imagens: Internet.



sexta-feira, 14 de abril de 2017

O Sagrado By Patrícia Pinna



O Sagrado tem uma paisagem de serenidade
Eterna cumplicidade, a atmosfera  intimista
A possuir com perfeição leito meu, abrigo
Da morada mais fértil do meu ventre 

Não tem lua determinante, sol flamejante
Oásis delirante
Nem rima rica, pobre ou a ausência delas
O Sagrado tem a leveza da folha soprada ao vento
Perto ou longe
Manso ou firme
Intenso ou fraco

Presente necessário ao sobrevivente
Inteiramente na caldeira de ais
Que tem a chance do arrependimento
Prosseguindo em suas cavernas imortais

Bálsamo aliviador na ferida mais profunda
Atentos ouvidos ao clamor sincero
Lança, com certeza, todo Seu amor
De alimento, serve-nos a Sua graça!

Autoria: Patrícia Pinna
Direitos reservados a autora.
Imagens: Internet.



sábado, 11 de março de 2017

Mergulho By Patrícia Pinna



Contemplara a lua mais cheia 
Do que os seios de uma grávida
Na bênção da divindade prateada
Ouvira seu som com o fervor de uma donzela

Deitara seus olhos negros mistério profundo
E, bem a fundo, sua imaginação criara a festa
Complemento de emoções intrínsecas, pulsantes
Surgira como a um servo protetor e acasalador
Das mais doces e emblemáticas histórias de amor

Embalsamara seus devaneios, jogara fora os receios
Quisera jamais acordar e vivenciar outra realidade
Uma vez que, sua força poderia ser pequena demais
Temera isso acontecer, jogara seu corpo nos lírios
Confundira sua pele alva com a das flores

Pedira socorro com toda devoção
Pedira paz com toda intensidade
Pedira amor com toda lealdade
E, a paixão, como elo de um cordão
Pedira luz, jejuara, orara, desejara
Que o encanto intacto e reluzente não esmorecesse.

Autoria: Patrícia Pinna
Imagens: Internet.




domingo, 19 de fevereiro de 2017

O Nascimento da Estrofe By Patrícia Pinna



Uma estrofe quer NASCER 
Versos por prazer da felicidade
Na contramão dessa apatia
Nada existe que pulse, pulse, pulse
Nem o luar, as muitas estrelas que nada dizem
Intocadas, permanecem no firmamento, ao relento

As células querem dividir-se em surto de loucura
Uma alegria INFLAMADA
Com a passagem dos pássaros na CLARIDADE
A efemeridade não permite que assim seja
E, o "amém", sufoca nos anseios de vida

Bálsamo inexistente, um olhar pardo
Desses que lançamos em dia nublado
Numa inércia que os céus veem e lamentam
Na rouquidão expressiva da voz

Nem os seres angelicais emanaram a presença interior
Decodificadores em sutis momentos de entusiasmo da alma
Vivenciara o último suspiro
Vestindo-se de pranto destruidor
Regado com o inverso do nascimento, grade
Assim, abriu os olhos sem vontade!


Autoria: Patrícia Pinna (Todos os direitos autorais reservados)
Imagens: Internet.





sábado, 28 de janeiro de 2017

Vultos By Patrícia Pinna



Muito é devaneio, pouco é receio, imensidão de descrédito
Nessa parda vida de humanidade esquecida de laços
Passos largos, pressa da vida, faz-se dia, faz-se noite
Os céus não são os mesmos, as estrelas quase não iluminam
O mais infeliz dos réus esperando sua sentença

Tenta crer na bondade, mas  que nada, veste-se profana
Rasgando a sua esperança, deixando-a em retalhos
Sem agulhas  e linhas para coser esse bem-querer
E, arredia, caminha para esmorecer no sinistro abismo

São olhos, ouvidos, bocas, pés e mãos inertes
Não veem o outro, não escutam
Não vão ao seu encontro
Não  tocam
Oferenda que não possui serventia
Tudo fica frio!

Parece que houve um descarte, uma rejeição
Vultos frequentes numa solidão
Onde nada passou de uma aparição
Não tem mais onde sustentar-se
Ficaram as lembranças!
Oh, fragilidade do ser!

Autoria: Patrícia Pinna(todos os direitos autorais reservados)
Imagens: Internet



domingo, 11 de dezembro de 2016

Indecifrável By Patrícia Pinna



Crava-me a carne a face obscura do meu sentimento
Seca-me os olhos a lágrima que não desliza mais
Aquece-me a ira como a um vulcão
Lança-me ao precipício a minha incompreensão

Tece com a lã mais grossa
De um carneiro gordo, agora abatido
A vergonha imbuída  no mais alto escalão
A fome, a sede, a volúpia e a solidão

E, visto-me de sangue, dispo-me da saúde e sigo destemido
Ao encontro do que nem sei nominar, desejando decifrar
A morada do meu inconsciente, veemente filho de Zeus!


Autoria: Patrícia Pinna
(Todos os direitos autorais reservados)
Imagem: Internet



domingo, 6 de novembro de 2016

Feito Mar By Patrícia Pinna



Solidão, é tal qual mar, profundo e misterioso
Uma contemplação intensa,parte de mim
Transparente como a verdade
Que um dia abarca no porto
Com gemidos silenciosos.


Autoria: Patrícia Pinna(Todos os direitos autorais reservados)
Imagem: Internet

sábado, 22 de outubro de 2016

Cores By Patrícia Pinna

           

As muitas cores do espírito 
Vestem meu corpo como eu deixar
Vislumbram o verde-escuro, o branco e o vermelho
Pincelam de negritude e suas virtudes

Inexiste em uma mesma alma só a claridade
Sabedora disso, tudo cai a mim muito bem.
Irritante chega a ser quem a isso nega
Pensam que tudo é feito de sol
Que as nuvens não existem
Lágrimas são só de felicidade
E os fantasmas não nos vem perturbar

Minha casa é uma rocha bem forte
Sustentadora de todos os meus sentimentos
Residente em uma caverna imensa
Emana luz dela, vejo o resplandecer nas pedras
Na sua areia percebo a aurora
E, tudo lá fora, encaro do jeito que for
Abraço a mais bela flor ou choro sua morte

Planto sementes esperando ser fértil o solo
Se desespero, é no tempo certo, volto ao eixo
Respiro e suspiro o ar da montanha, seu verdejar
E, as cores, vou equilibrando neste Universo
Sem pressa, caminhando e evoluindo em cada cor!

Autoria: Patrícia Pinna(todos os direitos reservados)
Imagens: Internet



sábado, 1 de outubro de 2016

Sabotagem By Patrícia Pinna


Vivenciar o amor, saboreá-lo em todos os seus gostos
É como tentar alcançar o seu sentimento selado
Em descrédito, em confusões e dissoluções

Pequena dama, grande alma
Sede de tudo, fome do nada
Labirinto toma a forma  o seu coração
Esquece-se da razão, indaga: -"Quem é ela"?

Perdida quase sempre, feliz vez em quando
Esporadicamente passageira de luz
Mora mais no abismo das trevas
Todavia, quando pela fresta
Vislumbra um microscópico sorriso
Aventura-se em desatino, emoção sem medida
Distração, coesão!

Deus vela por ela, protege-a da faca carregada consigo
Desarma a teimosia, insensatez, a culpa, a vergonha
Enfatizando o brilho estelar, serenidade
O imbatível compasso da felicidade
Manto mais do que sagrado
Escondido nos meandros da sua própria sabotagem.


Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados
Imagens: Internet


domingo, 4 de setembro de 2016

Nebulosidade Da Emoção By Patrícia Pinna





Residente em cenário confuso chora a tua alma bipolar
Dor de uma dúvida embebida no fel da incoerência
Dividindo momentos de uma calmaria feita em parceria
Resistindo ao pensamento de que a essência poderia faltar

Ausente está o brilho do teu olhar mudo,manto de feitiçaria

Que hipnotizava-me num resvalo de tua íris apaixonada
Ficando uma sombra melancólica em profundo pesar
Sendo Chronos implacável nos segundos sequentes

E, a nebulosidade da emoção, fez-se impactante tristeza

Fria, oriunda de uma constatação humana tão desumana
Que  há muito não queria ver
Apenas fechar os olhos da consciência
Sendo iludida por ela em momentos de fraqueza

Teu colo transmite o calor que, por ti foi subtraído

Sem cobrar de mim o que não pudesse dar
Apenas envolvendo-me em cuidadoso tear
Aparentemente inofensivo
Onde recebo forma e calor
Nos prováveis fios da utopia!

Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet
Vídeo: You Tube



                                                            

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Cantes no Céu, Poeta!


A cor da minha lágrima é vermelha
Meu luto inacreditável, dor imensurável
Meu poeta partiu, parte de mim foi com ele
sem exagero algum, uma falta extrema já está fazendo
e eternamente fará!
Fragilidade de vida, ora respiramos, ora acordamos sem ar
Por mais que faça parte da Natureza, de um ciclo, sempre é muito triste ver alguém a quem amamos, partir deste plano.
Sem engano, minha alma esvaziou-se de alegria
Restará a sua obra imortal, seu talento, sua leveza
A poesia que cantavas tão bem em suas letras melódicas
Sentirei a sua presença em cada canção, como se a meu lado estivesse.
Grato prazer conhecer sua vasta obra, repleta de inteligência e sensibilidade.
Não apenas  o estado de Minas Gerais perde, mas a Nação inteira, o mundo que teve a oportunidade de presenciar o brilho de uma estrela de imensa grandeza!
Como dói saber que não poderei ir a um show seu, tocar sua mão, olhar nos seus olhos...
Como fui salva por você, por suas canções, como chorei e sorri ao escutar seus doces acordes.
Tinha de ser você o escolhido para alegrar o céu, faça isso, poeta, faça! 
Espero que sempre fique bem ao lado de Deus!
Jamais esquecerei você e suas canções, fazem parte da minha existência!
Deus o guarde, abençoe sua nova missão e console os que te amam!
Todos guardaremos a ti na nossa alma, pois és e serás INESQUECÍVEL!
PAZ!
Beijos na sua alma infinitamente linda e poética!


Autoria do texto e frase do card: Patrícia Pinna
Imagem: Internet
Vídeo: You Tube



sábado, 23 de julho de 2016

Mudas Metáforas By Patrícia Pinna



Nem sempre as metáforas verbalizam, soam
O que pretendo passar nas linhas da poesia
Elas são livres, independentes e voam
Em céus límpidos e donas de si, sem parceria

Percebo que a mim não pertencem, possuem vida
São emprestadas num generoso momento
Fértil da criação em várias mãos, não rejeito
Montam versos com significados compreendidos
E incompreendidos na diversidade da alma, aquecidos

Sorvo suas intenções de forma subserviente

É a minha digital de naturalidade proveniente
Vez em quando ofuscada em sua solidão
Lugar de encontro refletindo sobre a existência
Desfazendo-se os nós de preocupante tensão

Quero limpar a minha mente

Aliviar, tornar virgem a retina
Esvaziar a pretensão em surdina
De qualquer coisa desconexa e indiferente

Estou na teia presa da invisibilidade, amargor

Já passei da tenra idade, contudo, sinto nas palavras
O amor possuidor de linda habilidade, estradas
Acalentando meu próprio eu desertor!


Autoria:  Patrícia Pinna
Vídeo: You Tube
Imagem: Internet



quarta-feira, 13 de julho de 2016

Mãos By Patrícia Pinna




As mesmas deslizantes neste momento especial
A garra sobreposta e composta
As loucas mãos despidas 
As nuances do seu dedilhar
Tocando profundamente o seio do amor
Num calor de gotas suaves exibindo luz

Nasce um clamor, vislumbra o resplendor carmim
Desejoso de não finalizar a guerra
E, na terra amada, encontra encantos viciantes
Nas curvas perigosas
Nos cinco nomes distintos

Insanidades luxuriosas, reverberantes
Delicadeza no tato, fato delirante
Sensibilidade em digitais diferentes
Ligeiras ou vagarosas guardam a prosa
Dos amantes quase mudos
Na peculiar linguagem agradável

Repousa com carinho onde quer
Faz desenhos sem giz, fortalece a raiz
Marca silhuetas ao anoitecer
Clareia suas intenções ao amanhecer
Libertária, insinuante, calmante
O que me diz?

Autoria: Patrícia Pinna
Imagem:Acervo pessoal
Vídeo: You Tube



sábado, 2 de julho de 2016

Adjetivos By Patrícia Pinna



Adjetivos foram adormecer cansados de tanto trabalhar
Enaltecendo o meu amor por ti
Um ou outro faz-me companhia
Para alegrar meus momentos em tua ausência

Palavras cansam em dizer o que já sabes
Tal qual alguém que repete a mesma sentença
Para acabar crendo na força do que diz

Seguem os sonhos, as vivências
Lembranças do bem-querer
Da estação que amamos
Dos lugares onde repousamos
Nossos corpos sob as estrelas
Emoções lacrimejando imensos olhos, rara beleza
Mescla das cores nos olhares, poesia

Bênção que nos agraciou num épico real, forte abraço
Fortalecendo o laço, resgatando resquícios resplandecentes
Resolutos!
Regaço da simplicidade viva em minhas mãos
Purificação do nosso eu, outrora,morada da escuridão
Sem claridade e santificação!

Autoria: Patrícia Pinna (Todos os direitos reservados)
Vídeo: You Tube
Imagem: Internet.



sábado, 25 de junho de 2016

Vontades By Patrícia Pinna



Tantas são as vontades nessa vida
Pausar a mente, descansar a alma
Refrigério dar ao espírito sem luz
Cansado das injustiças e desatenções

Recluso em posição fetal fica o meu pensamento
Afastado de quem de mim não sente falta
E o meu corpo relaxa no aconchego invernal
Sedento apenas de encontrar-se consigo mesmo

Assim passam os dias frios, as pessoas como véus
Em uma invisibilidade gigantesca, detenta dos meus ais
Observadora do quanto estranho são os seres, pouco leais

Vontade de dizer adeus, partir sem consideração
Deixar o meu coração levar-me para onde for
Sem arrependimento algum, visto estar pesado 
Os dias que acumulam instantes foscos e sem vibração

Talvez siga tais vontades, talvez, não
Tudo é muito incerto, única certeza que tenho
Nesta existência tão inexistente de lealdade!


Autoria: Patrícia Pinna(todos os direitos autorais reservados)
Imagem: Internet



domingo, 5 de junho de 2016

Sereia Apaixonada! By Patrícia Pinna



Serenizou olhando o mar, emudeceu
Sereia sereníssima de madeixas cor do sol
Enamorada do vento, livre em seu melódico pensamento

Sussurra ao Universo todo seu sentir complexo
Transpira desejos, inspira amores
Ouvindo contemplativa o som das ondas
Sinfonia aquática de esplendor

O seu amor é tal qual bruma afetuosa
Deslizando pela rocha no seu inconsciente prazer
Deixando-se emoldurar, ler cada traço
De sua tez alva e intrigante
Suave como vozes angelicais

Deita suas angústias na areia que a recebe
Saboreia o instante, afasta por ora, o lamento
Solta um suspiro profundo em sua solidão
E envia energia boa para o pensamento

Ansiando vir das águas, como miragem
O seu amado cor de ébano, noite e dia, lua e sol
Gota a gota num murmúrio
Um toque visceral no calor do afã apaixonado!


Autoria: Patrícia Pinna (Todos os direitos autorais protegidos por lei)
Vídeo: You Tube
Imagem: Internet



quinta-feira, 26 de maio de 2016

O Meu Intenso Clamor! By Patrícia Pinna


Deus, escutai as minhas súplicas revestidas de desespero
Neste receio, livrai-me do inconcebível
Cubra-me com tuas misericórdias
Manto longo e sagrado
E aformoseie rosto meu
Que come o pó da incerteza

Minha indignidade é infinita
Tanto quanto minh'alma aflita
Mergulhada no caos que se avizinha
Chorando o opróbrio amargo

Céus, céus, olhos vertem lágrimas ao fitar-te
O coral de Anjos tentam acalmar meu espírito
Em vão, tentam tirar-me da palidez intensa
Vagueando absorta na ausência de luz, ratifico a dor!

Joelhos dobrados num chão gelado, solidão
Voz muda, uma ligação de corpo e santidade
Uma esperança de ser atendida nessa encruzilhada
De espinhos, pregos e caminhos pesados, venha a claridade!


Autoria: Patrícia Pinna (Todos os direitos autorais reservados)
Imagem: Internet
Vídeo: You Tube