Sempre há dentro de todo ser humano, a ansiedade e a necessidade de redescobrir-se! Não existe um momento específico para tal fato se dar, porém, faz-se urgente e saudável que isso certa hora aconteça. É preciso que não venhamos tolir-nos, impedindo que esse processo tão bonito ocorra! Ele pode trazer-nos gratas surpresas ou não, porém, o interessante é saber como vamos lidar com as nossas emoções redescobertas. Bem-vindos! Vamos redescobrir juntos, cada qual com a sua imensa alma!!!!!!!!!!!!
Vendavais interiores, rodopios de quase queda Folhas incorporam-se na pele feito árvore desfolhada E, nua, fica esperando que sua roupa Volte a cobrir sua nudez Sem proteção da Natureza, perde A destreza da recomposição
Queria voltar a ser semente E, fortalecer sua raiz, crescer seu tronco Sendo imbatível às ventanias Deixando a chuva cair regando a terra E, o Sol,fortalecer seus pequenos galhos Desabrochando tal qual poesia Atravessando a alma e fazendo dela Seu recanto especial de leveza e singeleza Formando um elo forte, de energia e frescor Autoria: Patrícia Pinna Todos os direitos autorais reservados Imagens: Internet
Foste tu, amor meu Como uma relíquia, admirada Como uma peça de museu A contar várias histórias E vida formou- se em seu olhar
Nos nebulosos momentos Vieram as carícias da solidão Com a pretensão acolhedora De muitas lágrimas, fixação
As peças de museu Tem verossímeis sentidos Presas a aguçar curiosidades Na prata, no bronze ou no ouro Quiçá, nas madeiras e mármores Esculpidos por talentosas mãos
Amor meu, entrarás para a História Serás apreciado ou renegado Teus seguidores dirão Qual será sua restauração De valia, ou posta numa lacuna qualquer De seus labirintos surdos
Peça de museu não morre Ganha a eternidade no espaço Íntimo e particular de cada alma Com a calma da oração a Deus SANTUÁRIO!
Autoria: Patrícia Pinna Todos os direitos autorais reservados Imagem: Internet
Não é do ouro que reluz E, com sua luz, muito seduz Não é a voz teórica , prenha De promessas esperando O tempo do parto delicado
Do que preciso é invisível Sentido ao gesto simples Ao que semeia no útero A força da vida verossímil Não é de ilusão o cavalo O castelo e a areia É de rocha a estrutura O cavalgar imponente Predizendo o sentimento O que preciso é rasgar os tecidos Que compõem meu corpo E refazer, a meu gosto A obra de poder viver Plena, coberta de fina flor De felicidade e amor É disso do que preciso! Autoria: Patrícia Pinna Todos os direitos reservados Imagens: Internet
Amor é cuidado Amor é entrega Amor é felicidade Amor é brilho no olhar Amor é outra dimensão Amor é vida Amor é a prisão mais libertária Amor é a conjunção de almas Amor é o ápice Amor é verdade Amor é eterno Amor é respeito Amor é credulidade Amor é atitude Amor é ouvir Amor é diálogo Amor é infinito Amor é exceção Amor é delicadeza Amor é riqueza Amor é alimento Amor é parceria Amor é poder!
Autoria: Patrícia Pinna Todos os direitos autorais protegidos por Lei. Imagem:Internet.
Amar-te trouxe dor, açoite Dos escravos na senzala Muitas chicotadas, pele à vista Sangue escorrendo pelo corpo, feridas Quase morrendo de fome e de sede Parco alimento para estar de pé! Olhos turvos em meio ao sofrimento Entre algumas danças de libertação Raros momentos, interrompidos pelo cruel feitor Mantinha-se a fé, a crença na soltura E olhos voltados para a luz das estrelas Pés descalços, grossos e doridos Banhados pela areia pesada encharcando seus dedos Lombo marcado tentando um pouco descansar Aliviar seus muitos pesos, dar um sentido à vida obscura Cheirando a enxofre, sem rimas, desengano Clamando aos seus Orixás, a limpeza da alma A cura das feridas, o sorriso, ausência de morte Contemplando a estrela-norte, a Natureza Antes de desfalecer de vez sem a bênção Em seu espírito levar, purificar e entrar noutro plano! Autoria: Patrícia Pinna Imagem: Internet. Todos os direitos reservados e protegidos por Lei.
Uma indecisão da minha provável decisão Cerro os olhos e clamo aos céus Vendo a dificuldade, moradia implacável Do meu ser coabitando em duplicidade Guerreio eu com tantos pensamentos Ao léu do destempero, quase perco a guerra Mas viva ainda está uma fresta por onde Passa a espada por sob os panos grossos Venço a nebulosidade e enxergo com olhos puros Rendo-me ao refrigério de instantes e ouço Ouço as mais belas vozes celestiais A cantar em coro afinado de paz Só que esse tempo é arredio, e feito cavalo arisco Tomba-me ao chão, deixando-me em prostração Acabaram as forças da esperada revolução, feitiço Com ele veio a força da tempestade... Autoria:Patrícia Pinna Todos os direitos autorais reservados e protegidos por lei. Imagem: Internet.
O vento mostra-se no balançar Da lona azul e das folhas das árvores Num silêncio desafiador da introspecção Algo não visto, esquecido No âmago do sentimento
Pousa a lágrima num gotejar escasso Intenso e estranho Fora um oco pensamento Condensado com o passado Num frio de solidão
Eis a fórmula para a compreensão do eu Onde Anjos cantam aos ouvidos Lembrando do amor Da nossa PRÓPRIA companhia
E, os vales e labirintos As subidas e descidas De muitos andares Levam-nos às descobertas Possibilidades e intensidade
Vejo eu o prenúncio de vida nova Que ainda não enxerguei Mas a alma antecipa o olhar Cobrindo de beleza e certeza O nada do caminho ainda por trilhar.
Autoria:Patrícia Pinna Todos os direitos protegidos por Lei Imagem:Internet
Feito uma fina flor, exuberante em seu aroma Precisa respirar o ar noturno Longe da confusão diurna E suas palpitações Sorvera o escudo como proteção O silêncio, sua meditação E o luar como a comida a lhe fartar Sem mais nada precisar Surpreendera-se consigo mesma e sua fragilidade Depositada ao Altar lindo e delicado Num jardim de muitas espécies de flores E nuvens a lhe fazer companhia Viu-se esparramada em sua alma Calada, atenta e indisciplinada Questionara o seu interior, nada entendera Voltara para si o olhar e vira tantas formas Num rosto de expressões distorcidas Desaprendera a identificá-las Sina! Autoria: Patrícia Pinna Todos os direitos autorais reservados por Lei Imagens: Internet.
Havia na madrugada um encanto Ressoando voz masculina Ao suave tímpano meu Fez eco na penumbra do quarto E lembrança gostosa de vida Servia desejos, beijos , festejos Interiores bem delineados Por amores silenciosos Ansiosos de não terem fim O mais simples denunciava A rouquidão dos sussurros Nos muitos uivos de loba E o espelho refletia sua gula Garras na pele parda Fadada ao exagero, domínio Sons de violino, balbucio O acorde mais afinado, evidencio! Autoria: Patrícia Pinna Direitos autorais protegidos por Lei Imagens:Internet.
Suavemente cerra os meus olhos Uma flor aveludada, pousando sua pétala No meu interior partido feito rocha Com tantas fissuras, formas e tamanhos Não ousaria mensurar a dimensão desse grilhão Vem com a poesia, com canto do pássaro Acalmar minha respiração, relaxar E, o ritmo desanuviar, ao eixo voltar Energizar as emoções , desfazer o laço E, num abraço do Universo, regressar Ao momento de paz, sorriso, comunhão Purificar minh'alma com a saúde do perdão Em milímetros de partículas, respirando no ar Bendita condução que a mim não pertence São elos de visão de um Ser superior A proteção sentida regada ao amor Uma luz mansa e envolvente em sua cor A essência do Divino e sua manifestação! Autoria: Patrícia Pinna Todos os direitos autorais protegidos por Lei Imagem: Internet Vídeo: You Tube