Deita o corpo, a alma e o espírito
No rubi indesejado e sem gracejo
Num sussurro lancinante e preocupante
Uivo de loba totalmente tola
Despe-se do seu amor
Seu sorriso
Seu brilho lunar
Envereda-se consoante
Ao que seu sentido prevê
E vê a forma fluídica perecer
Às vezes, poucas, intensas horas
Em que o domínio escapa-lhe
Do cerne do equilíbrio
Vociferando agonias intermináveis!
Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por Lei
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Um intenso caminho
Três vidas, fôlego
Destino desmembrado
Em unidade
Sombria, confusa e pura
A Lua perdera a luz branca iluminadora
Dos ávidos por felicidade
E, em pranto escuro
Desfez-se
Implorou a sua morada
O esquecimento
Das agruras sofridas
Implosões cinzas
Agonizantes, escombros
Um lânguido olhar
Lançou sobre si
Buscou a poesia
Da verdade e o antagonismo
Da sua insana realidade
Autoria: Patrícia Pinna
Direitos reservados
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Sente a areia brejeira
Fazer cócegas
Em seus pés livres
Arrancar-lhe
Das pequenas pedras
Desviar o caminho
Sorrir com os olhos
Novos que recebeu
Voou com
O vento Norte
Provou da paz interior
E, a seu dispor,
Celebrou a sorte
A morte ficara
Na esfera inferior
Apaixonou-se
Pelos detalhes
As ondas vibracionais
Laço forte
Não se desfaz
Apagou seu resumo
Escolheu a busca
Pela completude
Realidade incompleta
Vendo a virtude beber
Os goles da exposta felicidade
Embriagada pelo sono de Baco!
Autoria: Patrícia Pinna
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Vendavais interiores, rodopios de quase queda
Folhas incorporam-se na pele feito árvore desfolhada
E, nua, fica esperando que sua roupa
Volte a cobrir sua nudez
Sem proteção da Natureza, perde
A destreza da recomposição
Queria voltar a ser semente
E, fortalecer sua raiz, crescer seu tronco
Sendo imbatível às ventanias
Deixando a chuva cair regando a terra
E, o Sol,fortalecer seus pequenos galhos
Desabrochando tal qual poesia
Atravessando a alma e fazendo dela
Seu recanto especial de leveza e singeleza
Formando um elo forte, de energia e frescor
Autoria: Patrícia Pinna
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Foste tu, amor meu
Como uma relíquia, admirada
Como uma peça de museu
A contar várias histórias
E vida formou- se em seu olhar
Nos nebulosos momentos
Vieram as carícias da solidão
Com a pretensão acolhedora
De muitas lágrimas, fixação
As peças de museu
Tem verossímeis sentidos
Presas a aguçar curiosidades
Na prata, no bronze ou no ouro
Quiçá, nas madeiras e mármores
Esculpidos por talentosas mãos
Amor meu, entrarás para a História
Serás apreciado ou renegado
Teus seguidores dirão
Qual será sua restauração
De valia, ou posta numa lacuna qualquer
De seus labirintos surdos
Peça de museu não morre
Ganha a eternidade no espaço
Íntimo e particular de cada alma
Com a calma da oração a Deus
SANTUÁRIO!
Autoria: Patrícia Pinna
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Não é do ouro que reluz
E, com sua luz, muito seduz
Não é a voz teórica , prenha
De promessas esperando
O tempo do parto delicado
Do que preciso é invisível
Sentido ao gesto simples
Ao que semeia no útero
A força da vida verossímil
Não é de ilusão o cavalo
O castelo e a areia
É de rocha a estrutura
O cavalgar imponente
Predizendo o sentimento
O que preciso é rasgar os tecidos
Que compõem meu corpo
E refazer, a meu gosto
A obra de poder viver
Plena, coberta de fina flor
De felicidade e amor
É disso do que preciso!
Autoria: Patrícia Pinna
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Amor é cuidado
Amor é entrega
Amor é felicidade
Amor é brilho no olhar
Amor é outra dimensão
Amor é vida
Amor é a prisão mais libertária
Amor é a conjunção de almas
Amor é o ápice
Amor é verdade
Amor é eterno
Amor é respeito
Amor é credulidade
Amor é atitude
Amor é ouvir
Amor é diálogo
Amor é infinito
Amor é exceção
Amor é delicadeza
Amor é riqueza
Amor é alimento
Amor é parceria
Amor é poder!
Autoria: Patrícia Pinna
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Amar-te trouxe dor, açoite
Dos escravos na senzala
Muitas chicotadas, pele à vista
Sangue escorrendo pelo corpo, feridas
Quase morrendo de fome e de sede
Parco alimento para estar de pé!
Olhos turvos em meio ao sofrimento
Entre algumas danças de libertação
Raros momentos, interrompidos pelo cruel feitor
Mantinha-se a fé, a crença na soltura
E olhos voltados para a luz das estrelas
Pés descalços, grossos e doridos
Banhados pela areia pesada encharcando seus dedos
Lombo marcado tentando um pouco descansar
Aliviar seus muitos pesos, dar um sentido à vida obscura
Cheirando a enxofre, sem rimas, desengano
Clamando aos seus Orixás, a limpeza da alma
A cura das feridas, o sorriso, ausência de morte
Contemplando a estrela-norte, a Natureza
Antes de desfalecer de vez sem a bênção
Em seu espírito levar, purificar e entrar noutro plano!
Autoria: Patrícia Pinna
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Uma indecisão da minha provável decisão
Cerro os olhos e clamo aos céus
Vendo a dificuldade, moradia implacável
Do meu ser coabitando em duplicidade
Guerreio eu com tantos pensamentos
Ao léu do destempero, quase perco a guerra
Mas viva ainda está uma fresta por onde
Passa a espada por sob os panos grossos
Venço a nebulosidade e enxergo com olhos puros
Rendo-me ao refrigério de instantes e ouço
Ouço as mais belas vozes celestiais
A cantar em coro afinado de paz
Só que esse tempo é arredio, e feito cavalo arisco
Tomba-me ao chão, deixando-me em prostração
Acabaram as forças da esperada revolução, feitiço
Com ele veio a força da tempestade...
Autoria:Patrícia Pinna
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O vento mostra-se no balançar
Da lona azul e das folhas das árvores
Num silêncio desafiador da introspecção
Algo não visto, esquecido
No âmago do sentimento
Pousa a lágrima num gotejar escasso
Intenso e estranho
Fora um oco pensamento
Condensado com o passado
Num frio de solidão
Eis a fórmula para a compreensão do eu
Onde Anjos cantam aos ouvidos
Lembrando do amor
Da nossa PRÓPRIA companhia
E, os vales e labirintos
As subidas e descidas
De muitos andares
Levam-nos às descobertas
Possibilidades e intensidade
Vejo eu o prenúncio de vida nova
Que ainda não enxerguei
Mas a alma antecipa o olhar
Cobrindo de beleza e certeza
O nada do caminho ainda por trilhar.
Autoria:Patrícia Pinna
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