Cabia-lhe no profundo pesar dos olhos
A visão desconhecida, alma clara, pólen
Enleio de remanso, uma imaginação
vertiginosa, instrumental preenchido
por versos impressos de vida, ora falida
Fecundo ventre amante do campo
e seus silêncios crus, pinheiros musgos
poesia bucólica, a contemplação despida
na despedida, embargo na voz
Regresso ciente do caminhar sem lua
Canto de gaiola sem água, novo sentido
Além da sua percepção intuitiva, mágoa
e um escudo invisível a lhe procurar
A pedra serviu-lhe de travesseiro
Toda terra do fundo da cachoeira, de unguento
e, os animais de ouvintes, num monólogo
compreendido, bem mais do que se fossem humanos
e o fogo afastara de si os tropeços da escuridão
Foi-se, então, forte, protegida e amada pelo não revelado
nesse tempo de reconstrução, nada é em vão!
Autoria: Patrícia Pinna
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Imagem: Internet

















