Tentou diversas vezes rabiscar linhas
Criar versos em sintonia com a paisagem da beleza
Mas a realeza estava ao chão
Suas roupas eram vestes inferiores, rasgavam-se à toa
Muita linha para coser todo o tecido
Sofrido com a erosão inevitável do tempo
Sofria de desesperança, bebericava goles
Finais de esperança, mordia em orgasmo sua pele aflita
Quisera ser o voo mais alto de benevolência
A pureza dos olhares de amantes
A eternidade em si
O abraço mais acolhedor e intimista, seu casulo
Tentara, sofrera, quisera...
Inflou seu ego como ao do imponente pavão
Fantasiou uma solução
Atirou suas penas como armas de proteção
Vestiu sua mente de vaidades
Começara a crer nas verdades inexistentes
Procriou como fêmea, e deitou-se como criança
Sorriu...
Autoria: Patrícia Pinna
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Imagem: Internet
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