Sempre há dentro de todo ser humano, a ansiedade e a necessidade de redescobrir-se! Não existe um momento específico para tal fato se dar, porém, faz-se urgente e saudável que isso certa hora aconteça. É preciso que não venhamos tolir-nos, impedindo que esse processo tão bonito ocorra! Ele pode trazer-nos gratas surpresas ou não, porém, o interessante é saber como vamos lidar com as nossas emoções redescobertas. Bem-vindos! Vamos redescobrir juntos, cada qual com a sua imensa alma!!!!!!!!!!!!
Tentei escapar do drama Mas poetizar o intrínseco me apraz A profundidade de versos mais densos
Sou de muitas facetas Mas a mulher que mora em mim Encontra endereço de profusão Um amargor primário Talvez das experiências de luas atrás Não é atração pela dor É a vivência do amor Em sua atmosfera nebulosa e misteriosa Compreendida por poucos São nuances sensíveis De uma personalidade Frágil e marcante Combinação especial Para os amantes Um sonho apaixonado e apaixonante Por vezes, derrapante Oh, deuses regentes da inspiração Atendei ao nosso pedido Traga mais sabor ao fel dos versos sangrentos E deixai voar nossas letras Por rios mansos de poesia. Autoria: Patrícia Pinna Direitos autorais reservados por Lei Imagens: Internet
Um olhar diferente,uma visão de águia, coração livre Ora aprisionado, uma mulher e uma criança Quem aparece mais no espelho dos seus dias? Questionamento de vida, o tempo como algoz ou aliado?
Não trança mais os cabelos Ou alimenta sonhos imprudentes Pega o seu escudo e armadura Vai para o combate e enfrenta o impasse Luta contra o tempo e a aceitação Da proximidade celestial O sorriso não é largo, lhe pesam as marcas da vida As angústias, a pele e a herança de décadas O Jequitibá-rosa esbarra no viço Da semente em curva nova E debruça seu olhar para o passado Quando a glória do nascimento E o verde das folhas Enchia seus momentos de tenra esperança. Autoria: Patrícia Pinna Direitos autorais reservados por Lei Imagens: Internet
A beleza do amor enraizado, tragado Feito solo com sede, verdadeiro Enleio de anjo com veste dourada, ofusca a visão Aparição da felicidade envolta Em disfarces de atenção Aroma impregnado em sua tez Cortês recebimento do sândalo Ansiolítico natural,libertário Relaxante pouso de ancestrais
Realeza perambulante pelas ruas Sem coroa ou manto cravejado de pedras preciosas O verde era a sua morada nua Despida de arrogância, alusão ao tempo Sintonia sem distância, gargalhadas de criança, paz Uma ode ao encontro surreal
Como fragmentos cristalizados em sua essência, forte Surgimento da aurora, tarda em ir embora E, o espetáculo único, transfere o brilho sereno Para o encanto das estrelas Numa concepção lentamente absorta em contemplação Musical, sideral e exponencial! Autoria: Patrícia Pinna Todos os direitos autorais reservados por Lei Imagens: Internet.
Uma inspiração a mais vinda do movimento astral Com um pouco de sal e tanto faz se aumentar a pressão arterial, elevação dos sentidos Regidos por um ébrio com equilíbrio, contradição Quero o sabor que o meu paladar exigente espera Vigente forma de amar e cantar, dançar descalça Flutuar consciente da minha própria condição E, feito areia quente sob os pés, envolver o colo de calor e autoestima Sopre brisa, sopre besteiras Bem perto das minhas orelhas Deixe os castanhos bem abertos E dispersos por tua feitiçaria do bem Ouvindo os sons claros da mata E os mistérios do voo dos pássaros. Autoria: Patrícia Pinna Direitos autorais reservados por Lei Imagem: Internet
Tuas carícias ficaram no passado sem demora Surpresas de um dia terem de ir embora Sem a noção de que murchariam E, um belo dia, do seu ápice desceriam Tuas carícias eram calorosas e envolventes Supriam toda a carência de um coração em dor Toda a necessidade do corpo abrindo-se em flor E as descobertas do enleio do amor eram instigantes Meu amor, perfume de flor, das orquídeas insinuantes De aroma inconfundível , na minha pele fundindo-se Jardim que não habitas mais, uma vez que evadiu-se Partindo para outras experiências, quiçá, menos delirantes Um dia, meu jardim florescerá, outra flor acolherá Darei água, alimento, calor e amor Será a sobrevivência para a alma que se surpreenderá Aos poucos, respeitará o tempo do seu nascimento E verás o belo surgimento sem qualquer arrependimento! Autoria: Patrícia Pinna Direitos autorais reservados Imagem: Internet
Na mente, de repente, mente, sente o que pressente Experiente em dores agudas , dependente de ar Agoniza em tempo presente, leito antigo de lembranças Cartomantes sorridentes a vender-lhe a sorte do destino Nas vielas de risos escondidos, túmulo vivente Andarilho para a esquerda e direita, muitas veias Coube-lhe na mão pequena flor, um espinho e uma pétala Cactos e Jasmim, desertos e oásis, pesticida e incenso Obrigação e liberdade, longo e curto prazo O quadrado e a roda, o mínimo e o máximo O egoísmo e altruísmo, presentes do Universo Verso e reverso do caminhante ingênuo, pleno Ressoar de prata na escadaria mais alta Um deus de muitas verdades e pouca crença Invariável desejo de pertença sobre si mesmo As mãos, os pés, sua veias finas, seu carmim E, assim, caminha mais uma vez, ao som da insensatez
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Tentou diversas vezes rabiscar linhas Criar versos em sintonia com a paisagem da beleza Mas a realeza estava ao chão Suas roupas eram vestes inferiores, rasgavam-se à toa Muita linha para coser todo o tecido Sofrido com a erosão inevitável do tempo Sofria de desesperança, bebericava goles Finais de esperança, mordia em orgasmo sua pele aflita Quisera ser o voo mais alto de benevolência A pureza dos olhares de amantes A eternidade em si O abraço mais acolhedor e intimista, seu casulo
Tentara, sofrera, quisera...
Inflou seu ego como ao do imponente pavão Fantasiou uma solução Atirou suas penas como armas de proteção
Vestiu sua mente de vaidades Começara a crer nas verdades inexistentes Procriou como fêmea, e deitou-se como criança Sorriu...
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Cabia-lhe no profundo pesar dos olhos A visão desconhecida, alma clara, pólen Enleio de remanso, uma imaginação vertiginosa, instrumental preenchido por versos impressos de vida, ora falida Fecundo ventre amante do campo e seus silêncios crus, pinheiros musgos poesia bucólica, a contemplação despida na despedida, embargo na voz
Regresso ciente do caminhar sem lua Canto de gaiola sem água, novo sentido Além da sua percepção intuitiva, mágoa e um escudo invisível a lhe procurar A pedra serviu-lhe de travesseiro Toda terra do fundo da cachoeira, de unguento e, os animais de ouvintes, num monólogo compreendido, bem mais do que se fossem humanos e o fogo afastara de si os tropeços da escuridão Foi-se, então, forte, protegida e amada pelo não revelado nesse tempo de reconstrução, nada é em vão! Autoria: Patrícia Pinna Direitos autorais reservados por Lei Vídeo: You Tube Imagem: Internet
Eu não conhecia o verbo brigar Colocava-te em um altar De flores perfumadas, admiradas Frescas, a irradiar muita luz
Nada ofuscava a tua beleza, leveza de Céu Sequer em pensamento haveria um fel denso A cobrir-te a calma, eu rezava a prece mais fiel
Pasma, pus-me a ver a escuridão A dissolução do verbo amar Ou a ineficiência de sua conjugação São tantas razões... Não eras Deus para estar em um altar Amorteci tua queda quando caíste de lá Fiz-me protetora e sofredora ao te amparar Mas será que sabes o valor de se doar?
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Olha-me com ternura Em castanhos olhos Refletores de luz Uma poesia sem voz Letras vivas demais Primazia! Beije-me com suavidade Sacie a sede da saudade Faz-se brisa, dissipa o nevoeiro E venha inteiro Venha, amado amor Não tarde em ficar Só rio com você Minha real inspiração Uma canção apaixonada Que não quero deixar de ouvir e cantar Nas ondas sonoras da alma Onde componho minha paz interior! Autoria: Patrícia Pinna Direitos autorais reservados Imagens: Internet