REDESCOBRIDORES DA ALMA!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

DESCONTROLE!



Em que estrela apagada eu escondo-me
Em qual olhar triste eu estou
Em qual expressão de dor identifico-me?

Sem prestar atenção na delicadeza
De um olhar assustado
Infante e moreno
A fitar-me sem compreensão?

Quanta perdição tem na ira
Quanto despreparo num tom acima
Quanta nervosa rouquidão

Ah, controle, onde estás?
Por que sempre foi o meu oposto?
Não sintonizo contigo
Arrastando tristeza, arrependimento e loucura

Busco uma estrela cintilante
A iluminar a minha alma
Um querer tão forte
Quase sempre vencido pela nódoa existente em mim
Tão mosaica e infeliz

Não reconheço a luz agora
Não reconheço astros brilhantes
Estou perdida a espalhar sofrimento

Onde está o amor em mim
Tão descontrolado sem veludo
E tão arrependido minutos depois?

Sou um monstro
Sou uma fada
E não sou na realidade NADA!!!!








AUTORIA:Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

RENÚNCIA!




Renuncio ao teu amor
Este que apresenta-me com dor
Com alteração da tua voz
Que só faz dividir esta foz

Cansei de tentar entender
De relevar a tua imaturidade
Achando que a responsável
Fosse a idade

O destino tão lindamente
Apresentou-me  a você
Abri o meu coração a este novo amor
Que muito a minha vida embelezou
Serenizou com a tua essência carinhosa

Lugar comum é o meio do caminho
Contudo, foi nele que deixei de ver
A aurora brilhar
A lua no firmamento
A beleza do mar

Afirmar isso, é até contraditório
Pois estou presa a você
Ao amor que você deu-me
Com efervescência e cumplicidade

Fechei um ciclo e abri outro
E nesse outro, você entrou calmamente
Plantou lindas sementes
Nasceram fortes frutos

Acreditei que a eternidade
Levaria-nos com ela
Filosofia guardada por mim
Até a contrariedade em ti surgir
E não saber como vencê-la

Renuncio ao que abate-me
Ao que assola-me causando desconforto

Renúncia, esta atitude confusa
Abrigando o meu coração
Nas muitas horas de paradoxa solidão.


AUTORIA:Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

DAMA MALDITA!


Hoje eu vi o meu irmão
O meu, o seu, e o de todos
Sem conseguir equilibrar o corpo


Olhos quase cerrados
Pés trôpegos e descalços
Amando a companheira infiel
A que temporariamente dá-lhe prazer
Contudo, rouba-lhe os sentidos


Oh mente que não raciocina
Que deixa-se levar pela sedução fácil


Muitos ais eu suspiro
De tristeza e indignação
Por ver essa lamentável destruição


Quanta vida perdida
Totalmente ferida
Precisando de alguém
Para não deixá-la cair ao chão


Coluna de sustentação
Prestes a desmoronar
Desabando literalmente


Seu corpo agora não conhece o equilíbrio
Mental, físico e espiritual


Hoje eu vi o nosso irmão
Sofrendo e enterrando-se
Numa grande e mortal ilusão
Que certamente corrói o nosso coração


Dor, muita dor em ver
Toda falta de bem querer
Você, dama fatal, implacável e feroz
Seduzindo incansavelmente
Sem piedade sequer
Tens de mim, o mais acirrado desprezo!


Alegria real, tem de ser a natural
Sem artifício perigosamente banal




 Bom seria se o nosso irmão
Não fosse movido pela curiosidade
Nem tragado pela dama
Em qualquer idade
Ou fizesse o "teste" da famosa "liberdade"
Resultando numa pseudo aceitação social


Dama que envolve em teias firmes
Vitimando todas as classes sociais
Fazendo dormir os seus ingênuos 
E dependentes cavalheiros
Digamos NÃO à essa dama maldita
Chamada DROGA!!!!!!!!




AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

GANGORRA DE AMOR



A lua minguante no céu
Despida e sem véu
Adormece o silêncio noturno
Clareia empobrecidamente
Os passos pesados no chão
Sem nenhuma real condição
De caminhar com fé


Como correntes grossas
Fechando em sua carne
Ferindo devagar
Sangrando na alma


A insensatez das palavras
A perdição dos momentos
A ironia irritante


O vendaval usurpa sem pudor
A alegria criança de outrora
Destruindo os sonhos coloridos
Destruindo os planos pensados
Nos dias de cada mês 
Na contagem nascente deles


Antes de os versos de amor
Brindarem o encontro anual
O descontrole imperou
As acusações tornaram-se frequentes
A oscilação determinou os dias amando assim:


Um desejo sufocado, omisso e contraditório
Gangorra de amor
Subindo e amando nas alturas
Leveza de plumas macias
Toque de seda pura e gostosa
Interior bailante sem música alguma
Mar de felicidade infinita
Fortaleza de comunhão explícita




Descendo e desamando no inferno
Quente inferno
Coração acelerado
Pela ira do olhar fulminante
Querendo machucar


Tormento de dores repentinas
Estragos vistos a olho nu
Pesadelos bem reais


Quando nessa gangorra
O amor está no ápice do ser
Vem as interrogações
Como se nada soubéssemos
Do porquê da gangorra existir
Tão metodicamente no nosso sopro de vida
Tão forte e tão frágil.


AUTORIA:
Patrícia Pinna.

Imagens: Internet.






quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

AS DUAS FACES!

 
 

A inspiração não necessita
Ser em verso, alegre num todo
A alma revela o que é profundo
Beleza existe em lágrimas e sorrisos 
Despedidas e voltas 


É humano o jorrar de uma lágrima
De um amor que findou

Sorrisos da entrega
De amantes apaixonados
A partida para novos horizontes
Para o flutuar na leveza de descobertas


Regresso após várias luas
Numa manhã de sol
Nuances de uma vida cadenciada


Fragmentos intensos
De sensações plurais


Em tudo há encanto
Triste ou feliz eu canto
A diversidade dos sentimentos
A que somos reféns


Inspiração é a metade
Negra e branca
Pobre e rica
Rev0lta e serena


Tudo o que apraz-me
Sem rótulos de tristeza ou felicidade


As duas faces
De um momento poético
Que sorvemos
Verso ou reverso
Amorosamente


Beleza, é o encontro conosco
Na vibração a que estamos predispostos.






AUTORIA:Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.




domingo, 22 de janeiro de 2012

SONETO DA METAMORFOSE




Transporta-me indiferente aos dias belos
Querendo os teus olhos ver sorrir novamente
Tentar compreender o que acabou com os elos
Se fomos nós, ou a ação do tempo maldosamente

Somos duas pessoas tão diferentes
De quando entrelaçamo-nos anteriormente
Culpando um ao outro desordenadamente
Ciclicamente viciosas e prepotentes

Inexiste agora, a compassada melodia
Transformou-se em ruídos de dor
Um amor cintilante certo dia


No entanto, sufocou-se demais e morreu
Enquanto vivo porém, pouco sofreu
Encontrava sempre ar puro no seu apogeu. 






AUTORIA: Patrícia Pinna. 
Imagens: Internet.



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

JURAS VAZIAS



As músicas trazem recordações vivas
Daquelas que amortecem a alma insípida
Soam como uma clássica melancolia
Outrora, era motivo de felicidade
Hoje, conscientemente entristecem
O sentimento relembrado


O que julgamos ser eterno
Nem sempre criam raízes
Com o passar das muitas horas
Viram cinzas espalhadas


Em cada recanto que foi sagrado
Em cada recanto que foi profano


E as juras de amor tornam-se vazias
Voltam para o abismo crucial


A chuva cai transbordando o rio
Levando tudo com a sua força
Fico a olhar o que não atinge-me
Pois não estou na mesma direção


Estou no alto e protegida
Vendo a demolição profusa
O vento forte arrastando pessoas
Derrubando árvores antigas
Mas eu agora estou livre


Ainda assim minhas lágrimas
Molham os meus lábios
Que não se contêm
Com a determinação voraz do fim, e gritam!


Tamanha dor senti como espectadora
Como narradora personagem
Da minha própria história
Que pensava infinda!


Autoria:Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

AMOR PURO



Ela sorria ao beijar o seu amado
Um sorriso de puro contentamento
A árvore frondosa era o cenário
Daquele beijo
Numa tarde apaixonada

Onde as palavras
Atreviam-se a calar
Por um imenso período
Pois não havia a necessidade delas
Em tal situação radiante

A alma cantava em ritmo suave
Contagiando a Natureza
Que mais bela ficava
Interagindo com a magia do momento

O sol daquele dia
Era o calor que emanava
Do nosso corpo
Pois o céu era prata
Sem cor festiva

O que coloria o céu
Eram os arrepios
Que a nossa pele sentia
A cada toque sereno

Delicadeza estampada
Nas formas das nuvens
Luz viajante
De um amor puro
Que aplaudia de pé
A união livre
Com sentimentos coesos

Sorvendo o néctar do amor
Que somente é permitido receber
Aos que despem-se do egoísmo
Coabitando em tolerância.





AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.

domingo, 1 de janeiro de 2012

QUASE AURORA , QUASE ETERNA!



Na quase aurora embriagante
Nossos olhares transpiravam
Desejo ao calor do beijo
Que de mim roubavas inocentemente



Amado, tinhas um frescor
Como  o das rosas
Banhadas ao orvalho suave
Exultantes como o brilho das estrelas
Iluminando sombrios pensamentos
Um frenesi encantador




Que sorvia entregue e demoradamente
A beleza da semente
Múltiplas vezes encontradas
Em nosso amor


Amado, tinhas a propensão
De mostrar o caminho
Finalizando o vazio da alma
Que em um abismo encontrava-se


Na naturalidade dos dias
Pousava o nosso sentir
E ali aconchegava-se




Protegido da maldade
Do mundo externo
E do nosso próprio mundo
Repleto de dizeres fugidios
E de corações desertores.


 AUTORIA: Patrícia Pinna
Imagens: Internet.