REDESCOBRIDORES DA ALMA!

domingo, 31 de maio de 2020

A Loucura da Entrega By Patrícia Pinna



Queda a face  em vertentes transparentes
Foco nu em si mesmo
Um olhar que não quisera ter
Veio a loucura vestir sua pele

Repele a possível felicidade
Não acordou do seu estado
O qual ninguém compreenderia
Achando o vegetativo
Uma banalidade

Quem entende os loucos de amor
Os que flagelam a ampulheta
Fixam as pupilas e rodopiam
Matam em vozes ferozes
Morrem na filosofia histérica
Da obsessão pela depressão

Não há cores multifacetadas
No seu mundo particular
Enfeitam os cabelos de lágrimas
Como se fora a chuva
Volumosa e charmosa
Acasalando a nota desafinada

Não tem cura para o desamor
E os loucos se entregam
Numa sanidade única
Respiram o ar que vem da ilusão
Mesmo sentindo uma aura
Que onde pisam não há chão.


Autoria : Patrícia Pinna
Imagens: Internet.
Todos os direitos autorais protegidos por Lei.





Amigos, ainda em tratamento, por essa razão, pouco irão me encontrar, mas visitarei a todos. Obrigada pelas orações e carinho.
Tenham um excelente mês que se inicia.
Beijos na alma.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

A Sensualidade do Par By Patrícia Pinna

   

Calor castanho amendoado, sonhado
Na vertigem do meu corpo embebido
Em imagens afetivas num colo embriagado
Pernas cruzadas,cabelo preso e beijado

Gafieira, carmesim em tecido esvoaçante, alegria
Figurada poesia cadenciada em novidades
Letra e malemolência elevando a parceria
Aroma gostoso no salão, todas as idades

Romance na canção, no vento, veio de repente
Liberdade impressa no verso da pele
Só nós, unicidade de um amor experiente
Sedução fácil de entender, nada repele

Ao encontro, ao desejo, ao sorriso
Faz a Lua um brinde sem taça, brilho intenso
Circunferência bendita a qual pertenço
Solta, musa do meu par envolvente e preciso!


Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por lei
Vídeo: You Tube




segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Mazelas da Alma By Patrícia Pinna



A parte obscura censura
Os atos,que nos átrios
Criam personagens enganadores
São felinos de porte altivo
E  ávidos por sangue

As pequenas presas
São escolhidas e devoradas
Na estreita estrada da luz e escuridão

Quem grita?
Quem se importa?
Quem lida bem?
Ninguém

A marca vai além da derme
Penetra, perfura, perturba
Alma subordinada aos algozes
Tão infelizes, cruéis e nocivos
Sem encontrar caminhos de fluídos brancos

Só repouso em cinzas quentes
Queimando um naco de consciência
Assombroso quadro pintado em cores mortas
Sem reverberar hora alguma

Não há enleio, veraneio
Só as correntes invisíveis
Os levando aos torturadores da alma jaz perdida
Compreendida pelo retorno sem dia certeiro
Vem sorrateiro dando o bote
Mazelas irreversíveis, colheita


Autoria:Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por lei
Imagens: Internet



segunda-feira, 3 de junho de 2019

Rios Mansos de Poesia By Patrícia Pinna


Tentei escapar do drama
Mas poetizar o intrínseco me apraz
A profundidade de versos mais densos

Sou de muitas facetas
Mas a mulher que mora em mim
Encontra endereço de profusão
Um amargor primário
Talvez das experiências de luas atrás

Não é atração pela dor
É a vivência do amor
Em sua atmosfera nebulosa e misteriosa
Compreendida por poucos

São nuances sensíveis
De uma personalidade
Frágil e marcante
Combinação especial
Para os amantes
Um sonho apaixonado e apaixonante
Por vezes, derrapante

Oh, deuses regentes da inspiração
Atendei ao nosso pedido
Traga mais sabor ao fel dos versos sangrentos
E deixai voar nossas letras
Por rios mansos de poesia.

Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por Lei
Imagens: Internet




domingo, 12 de maio de 2019

Jequitibá-Rosa By Patrícia Pinna




Um olhar diferente,uma visão de águia, coração livre
Ora aprisionado, uma mulher e uma criança
Quem aparece mais no espelho dos seus dias?
Questionamento de vida, o tempo como algoz ou aliado?


Não trança mais os cabelos
Ou alimenta sonhos imprudentes
Pega o seu escudo e armadura
Vai para o combate e enfrenta o impasse
Luta contra o tempo e a aceitação
Da proximidade celestial
O sorriso não é largo, lhe pesam as marcas da vida
As angústias, a pele e a herança de décadas


O Jequitibá-rosa esbarra no viço
Da semente em curva nova
E debruça seu olhar para o passado
Quando a glória do nascimento
E o verde das folhas
Enchia seus momentos de tenra esperança.


Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por Lei
Imagens: Internet



terça-feira, 23 de abril de 2019

Sândalo By Patrícia Pinna



A  beleza do amor enraizado, tragado
Feito solo com sede, verdadeiro
Enleio de anjo com veste dourada, ofusca a visão
Aparição da felicidade envolta
Em disfarces de atenção

Aroma impregnado em sua tez
Cortês recebimento do sândalo
Ansiolítico natural,libertário
Relaxante pouso de ancestrais

Realeza perambulante pelas ruas
Sem coroa ou manto cravejado de pedras preciosas
O verde era a sua morada nua
Despida de arrogância, alusão ao tempo
Sintonia sem distância, gargalhadas de criança, paz
Uma ode ao encontro surreal


Como fragmentos cristalizados em sua essência, forte
Surgimento da aurora, tarda em ir embora
E, o espetáculo único, transfere o brilho sereno
Para o encanto das estrelas 
Numa concepção lentamente absorta em contemplação
Musical, sideral e exponencial!


Autoria: Patrícia Pinna
Todos os direitos autorais reservados por Lei
Imagens: Internet.



quinta-feira, 11 de abril de 2019

Movimento Astral By Patrícia Pinna



Uma inspiração a mais vinda do movimento astral
Com um pouco de sal e tanto faz se aumentar 
a pressão arterial, elevação dos sentidos
Regidos por um ébrio com equilíbrio, contradição

Quero o sabor que o meu paladar exigente espera
Vigente forma de amar e cantar, dançar descalça
Flutuar consciente da minha própria condição
E, feito areia quente sob os pés, envolver o colo
de calor e autoestima

Sopre brisa, sopre besteiras
Bem perto das minhas orelhas
Deixe os castanhos bem abertos
E dispersos por tua feitiçaria do bem
Ouvindo os sons claros da mata
E os mistérios do voo dos pássaros.


Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por Lei
Imagem: Internet



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Tuas Carícias! By Patrícia Pinna



Tuas carícias ficaram no passado sem demora
Surpresas de um dia terem de ir embora
Sem a noção de que murchariam 
E, um belo dia, do seu ápice desceriam

Tuas carícias eram calorosas e envolventes

Supriam toda a carência de um coração em dor
Toda a necessidade do corpo abrindo-se em flor
E as descobertas do enleio do amor eram instigantes

Meu amor, perfume de flor, das orquídeas insinuantes

De aroma inconfundível , na minha pele fundindo-se
Jardim que não habitas mais, uma vez que evadiu-se
Partindo para outras experiências, quiçá, menos delirantes

Um dia, meu jardim florescerá, outra flor acolherá

Darei água, alimento, calor e amor
Será a sobrevivência para a alma que se surpreenderá
Aos poucos, respeitará o tempo do seu nascimento
E verás o belo surgimento sem qualquer arrependimento!


Autoria: Patrícia Pinna

Direitos autorais reservados
Imagem: Internet






domingo, 9 de dezembro de 2018

Andarilho By Patrícia Pinna



Na mente, de repente, mente, sente o que pressente
Experiente em dores agudas , dependente de ar
Agoniza em tempo presente, leito antigo de lembranças
Cartomantes sorridentes a vender-lhe a sorte do destino 
Nas vielas de risos escondidos, túmulo vivente
Andarilho para a esquerda e direita, muitas veias

Coube-lhe na mão pequena flor, um espinho e uma pétala
Cactos e Jasmim, desertos e oásis, pesticida e incenso
Obrigação e liberdade, longo e curto prazo
O quadrado e a roda, o mínimo e o máximo
O egoísmo e altruísmo, presentes do Universo
Verso e reverso do caminhante ingênuo, pleno

Ressoar de prata na escadaria mais alta
Um deus de muitas verdades e pouca crença
Invariável desejo de pertença sobre si mesmo
As mãos, os pés, sua veias finas, seu carmim
E, assim, caminha mais uma vez, ao som da insensatez



Autoria: Patrícia Pinna
Todos os direitos reservados por Lei
Imagem: Internet
Vídeo: You Tube



domingo, 25 de novembro de 2018

Fêmea By Patrícia Pinna



Tentou diversas vezes rabiscar linhas
Criar versos em sintonia com a paisagem da beleza
Mas a realeza estava ao chão
Suas roupas eram vestes inferiores, rasgavam-se à toa
Muita linha para coser todo o tecido
Sofrido com a erosão inevitável do tempo

Sofria de desesperança, bebericava goles
Finais de esperança, mordia em orgasmo sua pele aflita
Quisera ser o voo mais alto de benevolência
A pureza dos olhares de amantes
A eternidade em si
O abraço mais acolhedor e intimista, seu casulo

Tentara, sofrera, quisera...

Inflou seu ego como ao do imponente pavão
Fantasiou uma solução
Atirou suas penas como armas de proteção

Vestiu sua mente de vaidades
Começara a crer nas verdades inexistentes
Procriou como fêmea, e deitou-se como criança
Sorriu...


Autoria: Patrícia Pinna
Direitos Autorais reservados por Lei
Imagem: Internet
Vídeo: You Tube