REDESCOBRIDORES DA ALMA!

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Mazelas da Alma By Patrícia Pinna



A parte obscura censura
Os atos,que nos átrios
Criam personagens enganadores
São felinos de porte altivo
E  ávidos por sangue

As pequenas presas
São escolhidas e devoradas
Na estreita estrada da luz e escuridão

Quem grita?
Quem se importa?
Quem lida bem?
Ninguém

A marca vai além da derme
Penetra, perfura, perturba
Alma subordinada aos algozes
Tão infelizes, cruéis e nocivos
Sem encontrar caminhos de fluídos brancos

Só repouso em cinzas quentes
Queimando um naco de consciência
Assombroso quadro pintado em cores mortas
Sem reverberar hora alguma

Não há enleio, veraneio
Só as correntes invisíveis
Os levando aos torturadores da alma jaz perdida
Compreendida pelo retorno sem dia certeiro
Vem sorrateiro dando o bote
Mazelas irreversíveis, colheita


Autoria:Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por lei
Imagens: Internet



segunda-feira, 3 de junho de 2019

Rios Mansos de Poesia By Patrícia Pinna


Tentei escapar do drama
Mas poetizar o intrínseco me apraz
A profundidade de versos mais densos

Sou de muitas facetas
Mas a mulher que mora em mim
Encontra endereço de profusão
Um amargor primário
Talvez das experiências de luas atrás

Não é atração pela dor
É a vivência do amor
Em sua atmosfera nebulosa e misteriosa
Compreendida por poucos

São nuances sensíveis
De uma personalidade
Frágil e marcante
Combinação especial
Para os amantes
Um sonho apaixonado e apaixonante
Por vezes, derrapante

Oh, deuses regentes da inspiração
Atendei ao nosso pedido
Traga mais sabor ao fel dos versos sangrentos
E deixai voar nossas letras
Por rios mansos de poesia.

Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por Lei
Imagens: Internet




domingo, 12 de maio de 2019

Jequitibá-Rosa By Patrícia Pinna




Um olhar diferente,uma visão de águia, coração livre
Ora aprisionado, uma mulher e uma criança
Quem aparece mais no espelho dos seus dias?
Questionamento de vida, o tempo como algoz ou aliado?


Não trança mais os cabelos
Ou alimenta sonhos imprudentes
Pega o seu escudo e armadura
Vai para o combate e enfrenta o impasse
Luta contra o tempo e a aceitação
Da proximidade celestial
O sorriso não é largo, lhe pesam as marcas da vida
As angústias, a pele e a herança de décadas


O Jequitibá-rosa esbarra no viço
Da semente em curva nova
E debruça seu olhar para o passado
Quando a glória do nascimento
E o verde das folhas
Enchia seus momentos de tenra esperança.


Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por Lei
Imagens: Internet



terça-feira, 23 de abril de 2019

Sândalo By Patrícia Pinna



A  beleza do amor enraizado, tragado
Feito solo com sede, verdadeiro
Enleio de anjo com veste dourada, ofusca a visão
Aparição da felicidade envolta
Em disfarces de atenção

Aroma impregnado em sua tez
Cortês recebimento do sândalo
Ansiolítico natural,libertário
Relaxante pouso de ancestrais

Realeza perambulante pelas ruas
Sem coroa ou manto cravejado de pedras preciosas
O verde era a sua morada nua
Despida de arrogância, alusão ao tempo
Sintonia sem distância, gargalhadas de criança, paz
Uma ode ao encontro surreal


Como fragmentos cristalizados em sua essência, forte
Surgimento da aurora, tarda em ir embora
E, o espetáculo único, transfere o brilho sereno
Para o encanto das estrelas 
Numa concepção lentamente absorta em contemplação
Musical, sideral e exponencial!


Autoria: Patrícia Pinna
Todos os direitos autorais reservados por Lei
Imagens: Internet.



quinta-feira, 11 de abril de 2019

Movimento Astral By Patrícia Pinna



Uma inspiração a mais vinda do movimento astral
Com um pouco de sal e tanto faz se aumentar 
a pressão arterial, elevação dos sentidos
Regidos por um ébrio com equilíbrio, contradição

Quero o sabor que o meu paladar exigente espera
Vigente forma de amar e cantar, dançar descalça
Flutuar consciente da minha própria condição
E, feito areia quente sob os pés, envolver o colo
de calor e autoestima

Sopre brisa, sopre besteiras
Bem perto das minhas orelhas
Deixe os castanhos bem abertos
E dispersos por tua feitiçaria do bem
Ouvindo os sons claros da mata
E os mistérios do voo dos pássaros.


Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por Lei
Imagem: Internet



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Tuas Carícias! By Patrícia Pinna



Tuas carícias ficaram no passado sem demora
Surpresas de um dia terem de ir embora
Sem a noção de que murchariam 
E, um belo dia, do seu ápice desceriam

Tuas carícias eram calorosas e envolventes

Supriam toda a carência de um coração em dor
Toda a necessidade do corpo abrindo-se em flor
E as descobertas do enleio do amor eram instigantes

Meu amor, perfume de flor, das orquídeas insinuantes

De aroma inconfundível , na minha pele fundindo-se
Jardim que não habitas mais, uma vez que evadiu-se
Partindo para outras experiências, quiçá, menos delirantes

Um dia, meu jardim florescerá, outra flor acolherá

Darei água, alimento, calor e amor
Será a sobrevivência para a alma que se surpreenderá
Aos poucos, respeitará o tempo do seu nascimento
E verás o belo surgimento sem qualquer arrependimento!


Autoria: Patrícia Pinna

Direitos autorais reservados
Imagem: Internet






domingo, 9 de dezembro de 2018

Andarilho By Patrícia Pinna



Na mente, de repente, mente, sente o que pressente
Experiente em dores agudas , dependente de ar
Agoniza em tempo presente, leito antigo de lembranças
Cartomantes sorridentes a vender-lhe a sorte do destino 
Nas vielas de risos escondidos, túmulo vivente
Andarilho para a esquerda e direita, muitas veias

Coube-lhe na mão pequena flor, um espinho e uma pétala
Cactos e Jasmim, desertos e oásis, pesticida e incenso
Obrigação e liberdade, longo e curto prazo
O quadrado e a roda, o mínimo e o máximo
O egoísmo e altruísmo, presentes do Universo
Verso e reverso do caminhante ingênuo, pleno

Ressoar de prata na escadaria mais alta
Um deus de muitas verdades e pouca crença
Invariável desejo de pertença sobre si mesmo
As mãos, os pés, sua veias finas, seu carmim
E, assim, caminha mais uma vez, ao som da insensatez



Autoria: Patrícia Pinna
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domingo, 25 de novembro de 2018

Fêmea By Patrícia Pinna



Tentou diversas vezes rabiscar linhas
Criar versos em sintonia com a paisagem da beleza
Mas a realeza estava ao chão
Suas roupas eram vestes inferiores, rasgavam-se à toa
Muita linha para coser todo o tecido
Sofrido com a erosão inevitável do tempo

Sofria de desesperança, bebericava goles
Finais de esperança, mordia em orgasmo sua pele aflita
Quisera ser o voo mais alto de benevolência
A pureza dos olhares de amantes
A eternidade em si
O abraço mais acolhedor e intimista, seu casulo

Tentara, sofrera, quisera...

Inflou seu ego como ao do imponente pavão
Fantasiou uma solução
Atirou suas penas como armas de proteção

Vestiu sua mente de vaidades
Começara a crer nas verdades inexistentes
Procriou como fêmea, e deitou-se como criança
Sorriu...


Autoria: Patrícia Pinna
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domingo, 4 de novembro de 2018

O Oculto da Reconstrução! By Patrícia Pinna




Cabia-lhe no profundo pesar dos olhos
A visão desconhecida, alma clara, pólen
Enleio de remanso, uma imaginação 
vertiginosa, instrumental preenchido
por versos impressos de vida, ora falida

Fecundo ventre amante do campo 
e seus silêncios crus, pinheiros musgos
poesia bucólica, a contemplação despida
na despedida, embargo na voz

Regresso ciente do caminhar sem lua
Canto de gaiola sem água, novo sentido
Além da sua percepção intuitiva, mágoa
e um escudo invisível a lhe procurar

A pedra serviu-lhe de travesseiro
Toda terra do fundo da cachoeira, de unguento
e, os animais de ouvintes, num monólogo
compreendido, bem mais do que se fossem humanos
e o fogo afastara de si os tropeços da escuridão
Foi-se, então, forte, protegida e amada pelo não revelado
nesse tempo de reconstrução, nada é em vão!


Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por Lei
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Imagem: Internet




domingo, 2 de setembro de 2018

Altar Sem Razão By Patrícia Pinna



Eu não conhecia o verbo brigar
Colocava-te em um altar
De flores perfumadas, admiradas
Frescas, a irradiar muita luz

Nada ofuscava a tua beleza, leveza de Céu
Sequer em pensamento haveria um fel denso
A cobrir-te a calma, eu rezava a prece mais fiel

Pasma, pus-me a ver a escuridão
A dissolução do verbo amar
Ou a ineficiência de sua conjugação
São tantas razões...

Não eras Deus para estar em um altar
Amorteci tua queda quando caíste de lá
Fiz-me protetora e sofredora ao te amparar
Mas será que sabes o valor de se doar?


Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados
Imagens: Internet.