REDESCOBRIDORES DA ALMA!

sábado, 28 de janeiro de 2017

Vultos By Patrícia Pinna



Muito é devaneio, pouco é receio, imensidão de descrédito
Nessa parda vida de humanidade esquecida de laços
Passos largos, pressa da vida, faz-se dia, faz-se noite
Os céus não são os mesmos, as estrelas quase não iluminam
O mais infeliz dos réus esperando sua sentença

Tenta crer na bondade, mas  que nada, veste-se profana
Rasgando a sua esperança, deixando-a em retalhos
Sem agulhas  e linhas para coser esse bem-querer
E, arredia, caminha para esmorecer no sinistro abismo

São olhos, ouvidos, bocas, pés e mãos inertes
Não veem o outro, não escutam
Não vão ao seu encontro
Não  tocam
Oferenda que não possui serventia
Tudo fica frio!

Parece que houve um descarte, uma rejeição
Vultos frequentes numa solidão
Onde nada passou de uma aparição
Não tem mais onde sustentar-se
Ficaram as lembranças!
Oh, fragilidade do ser!

Autoria: Patrícia Pinna(todos os direitos autorais reservados)
Imagens: Internet



21 comentários:

  1. Na transformação do mundo o ser humano está cada vez mais só...Ele se perde ou se encontra em si mesmo...Novas tecnologias e o ser se fecha em si, tornando o vulto da própria sorte! Belo poema, amiga Patrícia Pinna! Boa noite e feliz domingo! Bjs no ❤

    ResponderExcluir
  2. OI PATRICIA!
    E É NESSA FRAGILIDADE QUE ESTÁ SE ESTABELECENDO ENTRE OS SERES, QUE RESIDE A LUTA MAIOR, O RESGATE DEVE SER FEITO ANTES QUE TUDO SEJA APENAS, LEMBRANÇAS.
    LINDO AMIGA, QUASE UM GRITO DE ALERTA.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Que bom ver você de volta Patrícia com uma poesia forte e plena de reflexão.É função da poesia, este grito em favor dos desvalidos, dos invisíveis por uma sociedade que apenas olha para seu umbigo, que se satisfaz em detrimento do outro. Há um individualismo reinante que assola o cotidiano e os olhos se fecham para as mazelas que oprimem e faz angustias por aí.
    Muito bem inspirada na sua volta e que permaneça por aqui com suas belas inspirações bem construídas.
    Um bom domingo abençoado com paz e harmonia.
    Bjs de paz amiga.

    ResponderExcluir
  4. Amiga, acabo de ganhar minha madrugada com este seu esplendoroso poema. Senti minha alma invadida por inúmeras reflexões. O texto mostra como as almas são sozinhas, frias e distantes, como cada vez mais os laços estão destruídos. Somos almas tão mesquinhas que esquecemos de sentir a alma que do nosso lado grita, mas é inaudível. Belíssimo!

    ResponderExcluir
  5. A fragilidade tão bem expressa aqui.LINDA poesia e bom te ver! bjs, chica

    ResponderExcluir
  6. Bom dia querida amiga, como é belo acordar com tão bela poesia que nos faz reflectir, que todos possamos nos doar ao outro sem complacências sem medo do seu irmão,abençoado domingo beijinhos muitas felicidades querida amiga

    ResponderExcluir
  7. Lindo, Patrícia. Tudo está muito frágil, não é? Parece que nos restaram apenas vultos, das relações, da segurança, família, amizades, política, saúde, a cultura, o mundo em si está muito frágil, a vida enfim. Pelo menos temos a poesia a nos acalentar. Parabéns. Beijos na alma.

    ResponderExcluir
  8. Que alegria tê-la de volta com suas obras primas minha querida.
    Como sempre uma poesia maravilhosa e expressiva.
    Realmente a palavra amar, verbo em ação, deveria estar no coração e transmitir à todas as pessoas que de algum modo necessitam de um aconchego. O individualismo está reinando sobre a terra. Muita inspiração e amei esse grito bem construído. Você é necessária. Obrigada por compartilhar esse belo poema.
    Amo suas poesias e amo vc.
    Rosa Valverde

    ResponderExcluir
  9. Fragilidade do ser - questão tão debatida, mas muito ignorada na ação. Teoria muita, prática quase zero! Seu poema grita-nos tamanha verdade! Parabéns!
    Abraço.

    ResponderExcluir
  10. Olá Patricia Pinna

    Parabéns pelo poema maravilhoso como sempre nos ofereceu ler. Amei

    Beijo
    Espero, também, a sua visita.

    ResponderExcluir
  11. " muito é devaneio, pouco é receio..." Parabéns! Vermelha.

    ResponderExcluir
  12. Somos seres cheios de fragilidade principalmente no que diz respeito à emoção. São as recordações que nos amparam...
    Gostei do poema.
    Uma boa semana, Patrícia.
    Beijos.

    ResponderExcluir
  13. Que bom ver você de volta, Patrícia! Você faz uma bela construção em cima das nossas fragilidades, das solidões, dos relacionamentos muitas vezes frio e distante. É que sua poesia vem de um grito, amiga, lá do fundo, mas consegue fazer eco...
    Beijo, meu carinho, querida!

    ResponderExcluir
  14. Lembranças plenas de nostalgia.
    Lindíssimo poema
    Beijinhos
    Maria

    ResponderExcluir
  15. Numa sociedade cada vez mais metida no seu umbigo, o que há mais são vultos! E monstros!
    Muito bem traduzida esta ideia nos teus versos, Patrícia.
    BJO :)
    (Bom o teu regresso)

    ResponderExcluir
  16. oi Patrícia, um raio X perfeito. Mais que um poema você fez um alerta. Que sirva a cada um de nós como um beliscão.

    Sempre muito bom te ler. ♥ beijos

    ResponderExcluir
  17. Nossa Pat tu rasgou a alma neste escrito. O ser humano só olha para dentro, perdeu a visão periférica. Bom dia amiga Estou hoje aqui para te convidar a brincarmos o carnaval...Só que de uma forma diferente, sem sairmos da cadeira kkkkkk COMO É POSSÍVEL? Simples, PARTICIPANDO DA NOSSA BLOGAGEM COLETIVA – Topas? Então te espero no meu Simplesmente Lindalva ♥
    http://sereia-lindalva.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  18. Bom dia, Pat. Contundente esse poema, reflexivo, a maneira que eu gosto. Mas, os seres humanos são essencialmente bons, apenas exercem papeis, pseudo-aparências, arma(duras), para convenientemente vive, conviver em sociedade. Raros e caros os que tem atitude. Costumo sempre citar e observar um acidente qualquer, como os que ocorrem cotidianamente nas ruas, envolvendo motoqueiros, só pra ilustrar, de tão comuns de acontecer. Ai, juntam os chamados curiosos, mas, daqui a pouco um toma a iniciativa e liga pro SAMU, outro perguntar ao acidentado aonde tá doendo, pega algo pra melhor acomodar sua cabeça, talvez, um guarda-chuva para projete-lo do sol. O que chamou o SAMU, logo liga outra vez , irritado, e pede pressa no socorro, por favor, como se o estranho fosse algo dele, um irmão, um pai, um parente mais próximo. Podiam ter passado direto e o deixarele morrer a míngua, feito um cachorro, quer dizer, nem com um cachorro se faz isso, soube até de gente que pegou um táxi e levou o animal a um veterinário de sua confiança e pagou a consulta e os medicamentos. Há uma motivação intrínseca, alguma bondade latente. Nem tudo parece tão perdido assim. E quem mal procede de tem sempre uma motivação, li uma vez, ninguém faz o mal por fazer, por que está entediado numa manhã qualquer e resolveu sair por ai matando. Discutível, mas, faz um certo sentido, age motivado por algo, um motivo fútil qualquer, pra mim pra você, mas pra ele não, sem querer justificar, obviamente, considerar certo. Até os psicopatas, seres sem o freio da consciência, e comum se verificar em sua vida infância, episódios de abusos sexuais, praticados por consangüíneos, imagine a confusão na cabeça de uma criança que nem sabe ainda o que é sexo. Quanto mais civilizados, mais sofisticados, mais complicados. Repare os índios, pelo menos aqueles que viviam afastados no ambiente selvagem, são tão puros, simples, bons. Gostei. Beijos!

    https://www.youtube.com/watch?v=Yoa-wvVMSN8

    ResponderExcluir
  19. Olá Patricia
    Quão intensas são suas palavras ao expor as nossas fragilidades e nos entremeios um estímulo à reflexão
    Somos seres em mutação e a cada fase transmutada novas fragilidades e novos medos. É amiga, muito o que pensar e filosofar com esta sua soberba poesia
    Beijos

    ResponderExcluir
  20. Poema forte, Patrícia, trazendo um lamento profundo e que induz à reflexão. De fato, laços se perdem, deixando rastros de solidão, insatisfação e carências. Por coincidência, publiquei um poema da mana hoje, no meu blog, com abordagem bastante similar.
    Beijo.

    ResponderExcluir
  21. O descrédito é mesmo imenso.
    Mas vem aí o Carnaval para "lavar a alma"... nem que seja por três dias...
    Excelente poema, gostei imenso.
    Continuação de boa semana, amiga Patrícia.
    Beijo.

    ResponderExcluir

A verdade está em mim, sou amante dela com todo o fervor, e desse modo peço que todos que aqui passarem, comentem com a alma, com paixão e verdade, deixando a sua opinião particular e individual, afinal, somos seres únicos com visões diferentes!
Que a alma de cada um de vocês transborde nesse espaço tão meu, tão nosso!
Obrigada e beijos na alma!!!!!!!!!!

Patrícia Pinna.