Frases escritas para fazer de conta
Que sou ou que és importante
Acelerando o ritmo criador
Numa construção em versos do amor
Amor, o que preenche a minha alma
O que transmite-me a calma
O que faz eu descobrir
Que as vivências são bobagens
Quando não divididas
Suas bagagens
Amor é partilha generosa
Desconhecendo formatação impiedosa
É doador na amplitude vigorosa
Encontre-me com a tua verdade
Com o teu calor, teu sabor
E a tua sabedoria
Sou uma partícula viajante
Necessitando da tua bondade
Capaz de vencer toda
E qualquer maldade
No teu manto protetor
Eu me sinto um vencedor
Estando num leito acolhedor
Nos simples braços do amor.
AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.
Escuridão que clareia
Os meus pensamentos
Faz eu enxergar onde estou
Faz eu sentir que já não estou mais aqui
Estou de férias com bagagens pesadas
Que não sei quando e nem onde as colocarei
Fardo meu, fardo teu
Não te convidei a partir comigo
Ficarias bem melhor no teu recanto
Na tua solidão, no teu isolamento
Estou à procura do meu eixo
Do meu encontro real
Da paz que preciso ter
Para um dia talvez
Repartir com alguém
Nas Luas que seguem-se
Em todos os seus quartos
É uma nova fase que vivo
É a esperança dentro de mim
Que carrego
É o meu ser
Que entrego
Oh, Universo
Teus mistérios
São incontáveis
Aqui estou pronta
Para ouvir-te
Quem sabe sairei
Dessa jornada
Serenizada
A buscar parte de mim
Que no recanto deixei
Quem sabe?
AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet
Tua marca em mim personalizada
Vivendo no ar que inspiro
Que dentro de mim, aninha-se
Na música que embala o meu corpo
Nas lembranças da minha mente
Como um filme a passear pelos meus olhos
Não importando o agora
Alguns amores eu vivi
E de você não esqueci
O destino quis afastar nossos corações
Sem lembranças
Em sua plenitude levar
São saudades que a minha alma
Entrega-se confusa
Pondo-se a prantear
Sem entender, tampouco compreender
Papel timbrado
Tua voz, tua tez, teu olhar
Nítida presença em mim
Desabrochando a saudade, enfim
Nos momentos tristes de dor
Onde há sangue no papel
Jorrando vagarosa e copiosamente
A marca que no meu peito deixou.
AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.
Ira esparramada nos olhares trocados
Relâmpagos cortando o céu
Farpas nas palavras doridas
Fortemente violadas
Porta escancarada para o tédio
Afastamento natural de alma
Num desencontro suicida
Arrependimento inexistente
Afinal, somos "senhores" da razão!
Sorvemos o fel da negação amorosa
Descaracterizando a beleza de um abraço
Seguindo direções contrárias
De costas para a felicidade plena
Para o sorriso abençoado
Num leito sem olhares percebidos
De costas ficamos para nós
De costas ficamos para o amor
De frente ficamos para o orgulho
De frente ficamos para os achismos
Achismos que não cedem
Nossas falas
Privando a visão da lucidez
Petrificando em meros segundos
Tudo o que não deveríamos dizer
Sem compreender olhamos o passado
Vendo que trazia consigo
Um bálsamo estruturador
Uma união ensurdecedora
Na qual víamos o futuro
Com o seu frescor que corava as faces
Deixando-as ruborizadas
Tal qual um bebê saudável
Dando os seus primeiros passos
O presente é o vilão impiedoso
Destituiu o passado companheiro
E impediu a chegada do futuro sereno.
AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.
Na medida sem exatidão encontro-me
Sem quase pulso a bater
Sem a alma no meu peito a verter
Ilusão não é a minha conquista
Não vivo a flutuar
Minhas mãos apalpam a Terra
E os meus pés nela dançam
Deitando o meu corpo sobre ela
Sentindo assim o seu frescor
Sob a minha pele ressequida
Terra, força que emana
Sensatez expressando
O momento bilateral
Misturo-me a ela
Sem saber quem é quem
Aprofundo-me até encontrar as respostas
Para o meu coração questionador
Espalhar-me-ei no ar
Somente quando a Terra
Expelir seus ensinamentos
Afagando-me em seu solo
Com o ânimo do Sol a aquecer- lhe
Ao dia de um céu azul
E a chuva a descer
Nas noites misteriosas
De nuvens acinzentadas.
AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.
A minha boca rodeando o teu corpo
Entregue aos prazeres demoradamente
Deslizando suavemente sob a tua pele
Sedenta e pedinte ao encontro do sinal
Amarronzado em teu pescoço
Exibindo virilidade
Nesta hora é como um fantoche
Sem pudor, sem pesar
Deixando fluir todas as ardentes sensações
Ao fechar dos olhos
Teu corpo é o meu experimento
Cada vez mais explorado
Que tem aroma próprio
Banhado de suor e saliva
E aquecido pela temperatura
Elevada do meu naquele instante
És o meu amado conhecedor
Dos meus olhares, falas e gestos
Sabes com propriedade o que quero
Antes dos meus lábios sussurrarem
És sabedor dos meus desejos
Dos toques que anseio loucamente
E da estrada a percorrer
Com a gentileza de um sábio
A elegância de um cavalheiro
E a liberdade de um passarinho.
AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.
Não sei se o amor é lúcido
Não sei se existe razão no sentir
Sei que nos braços do meu amado
Sinto-me tão bem em um mundo
Somente nosso, verde e rosa
Esperança e amor
Gargalhantes rodopios de felicidade
Frases por terminar, lições aprendidas
Trocas esplendorosas num encontro de ais
Sem tempo determinado, renovação e crescimento
Fonte de liberdade e paixão, tropeços e passos firmes
Fazendo-nos fortes e inteiros
E quando em pedaços temos a compreensão
A juntar as nossas almas até sem querer
Então, eu sei que amo
Um amor sentido através dos olhares
Dos corpos banhados em suor
De felicidade desordenadamente
Numa calorosa inspiração de almas
Aquecendo-se continuamente
A despeito da sociedade
Das diferenças humanas
Dos conceitos morais e amorais
O amor em mim é Senhor
E eu sou sua serva
Tendo muito a aprender
Em mares lúcidos ou não
Apenas entregar-me às ondas
Que o meu Senhor mostrará.
AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.
Na madrugada outonal, tarde hora
Faço traços com a minha caneta
Na folha sem cor
Os meus olhos sentem
O sono chegando
Mas preciso encontrar
Um refúgio nas letras
Letras que falam de amor e dor
E eu aqui sozinha estou quase a dormir
Na ausência da beleza do amor
Que esvaiu-se sem pudor
Oh, cores brilhantes
Que não vem clarear
As minhas pupilas
Alegrar os meus desejos
Despertar em mim a paixão
Que há muito lancei mão
Quando penso no amor
Penso também na desilusão
Que decepciona-me bastante
Crendo que o espaço físico
Dividido por nós
Está muito limitado
E sem vida
Ah, felicidade
Por que tens
Um tempo de partir?
Por que não poderias comigo ficar
Fazendo elevar aos céus vislumbrando
As mais belas estrelas
E a lua tão apaixonante?
Sei que esse momento
De amargura irá passar
E eu verei as luzes
A envolver o meu espírito
E receber a paz
No meu solitário coração!
AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.
O meu mover não pode ser
Alimentado sem escrúpulos
Pelo meu ego
Preciso tê-lo a fim
De sentir-me bem
Porém, incapaz para ferir alguém
Vaidade, companheira sombra e luz
Dualidade em si mesma
Refletindo no espelho
O brilho exacerbado
Dessa perseguidora incansável
Em busca do nosso coração
Os mais fracos, inseguros
Ou com pouca opinião formada
Serão por ela facilmente vencidos
Quem a domina sabe dos seus benefícios
Usando-os em causa própria
Pois, enquanto LUZ
Ela beneficia quem a tem na medida certa
Para a alma sentir-se um pouco mais coberta
De carinhos plenos
Enquanto SOMBRA
Ela destrói mundos, promove guerras
Interiores e exteriores sem jamais satisfazer-se
Peguemos a força da energia da guerra
E a generosidade do equilíbrio
Então teremos a fórmula exata
A fim de que a vaidade seja
A nossa potente aliada.
AUTORIA:Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.
Holofotes apagados na penumbra da noite insólita
Deixando de iluminar nascentes palavras
Precisando de luz e calor
Num ambiente purificado pelo amor
Desdenhadas e abandonadas
Ao frio da ridicularização
Foram por uma flor em botão
Persistente na sua falta de atenção
Inexperiente no meio da multidão
De pensamentos, filosofias e pretensão
Choram as palavras sabedoras da vida em si
Choram as palavras porque são feridas
Na ausência do reconhecimento irmão
Oh, flor! Não sabes que o mundo
Foi feito por meio delas?
E que nelas reside a brilhante simetria?
Flor, abra mais ainda o teu botão
Veja a falta que faz para o teu coração
A múltipla palavra
Que a tua voz, os teus discursos
E a tua inteligência expressa
Ecoa no Universo através do Verbo
Que tanto desdém faz,mas que vive a procurar
O melhor modo em dizer
Palavra, encanto visceral
Que sorvo sem indigestão
Pode ser bênção ou maldição
Escolhendo você a sua condição!
AUTORIA:Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.