Face vermelha, palco das lágrimas
Correntes dos tristes olhos, um dia cintilantes
Custando a cessar, gritando em voz alta
Sem ao menos dos lábios algum som sair
Choram em silêncio profundo e solitário
Missão outrora concedida pela vida
Em beleza, paz e alegria
Mas em rios de lágrimas um dia
Prostrou-se frente ao desamor
Ilusão que em minutos, fez-me assistir
Ao filme da minha vida, repetição
De todos os outros que eu já vi
Desesperança instalada em alma morta
Nos ensinamentos que ficam
Ficam também os questionamentos
E as queixas sobre o amor perdido
Os corações feridos, rumos distintos
Acusação, inimiga minha
Brota sutilmente, e quando visível
Enforca-me sem piedade
Raiz da maldade e poderosa
Desfalecendo-me sozinha
E o que eu julgava eterno
Não existe mais, perdeu-se
E a imensidão do firmamento
Traduz perfeitamente o boicote da relação
Antes ouro, hoje cinzas
Ardente na pele como se fossem brasa viva
E a desilusão alimenta a solidão do meu coração
E eu questiono, questiono e questiono
Não querendo mais entregar para o amor
Um dia o meu ser, que provavelmente irá sofrer
Sandice total, esperarei o luto passar
Um dia, certamente, abrirei a alma para o bem-querer
Sem desejar assistir novamente a um filme já conhecido!
AUTORIA: Patrícia Pinna
Imagens: Internet

Essa poesia foi feita em homenagem a amiga Rosa Valverde, bailarina e linda pessoa, humana demais!
Rosa, que exala o aroma gostoso da prosa
Envolve com palavra gentil, degraus chegando ao céu anil
Formosura na candura do meigo olhar castanho-claro
Onde o movimentar dos olhos dançam com o corpo
Irradiando a luz que não cega, abrindo o caminho
Nos teus belos passos de flor, pétalas a bailar
Em teu suave respirar de generosidade
Veludo de rosa cobrindo-lhe a tez feliz
Veludo de rosa emocionante no timbre da voz
Ecoando nos mais longínquos territórios
Com a sabedoria agraciada pela divindade
A quem doa-se em amor, filha tua!
Rosa, a bailarina que promove o bem
Saúda os corpos com a entrega do seu
Trazendo saúde para o corpo e mente
Dom inerente com que foi abençoada
No ritmo acelerado bailou o meu coração
Ao descrever tamanha emoção
De bailar com ela em poesia
A mais natural, leve e graciosa
Amizade bendita e preciosa!
Baila Rosa, coreografe a dança do amor
No compasso certo dos movimentos cadenciados
Ensine aos teus amados, ainda errando o passo
A grandiosidade da simplicidade do Criador!
Autoria: Patrícia Pinna
Imagens: Internet

Queria o sorriso em meu rosto
A felicidade como estampa
A acariciar-me o corpo
Provocando arrepios
Com a leveza das borboletas
Queria que os meus pés saíssem
Do impessoal concreto, e eu pudesse
Flutuar entre as nuvens
Aquecer-me ao colo do sol
Ser uma entre muitas estrelas
Que cintilam formas graciosas
Iluminar como a lua a seus mortais
Queria ser uma com a onda do mar
Sem contudo, me afogar
Ser banhada por suas águas refrescantes
E nelas deslizar, sentindo a brisa incorporar
Nos meus devaneios tão suaves
E desejosos de prazer
Ouvindo a melodia
Que me faz adormecer
Um sono reparador
Me fazendo feliz
Onde minha alma
Sente e realiza
Todo o seu importante
E libertário querer!
Autoria: Patrícia Pinna
Imagens: Internet
Medo ataca feito um gigante
Proporção ruim que damos a ele
Imensa montanha sem segurança
Lembrando ser uma criança
Vulnerável em sua inocência
Genuína vontade de vencer com a esperança
A de livrar-se da resistência, dos membros paralisados
Aprisionados pelo temido futuro
Não conhecendo sequer sua força invisível
Mas sentindo um arrepio terrível
Terreno amplo e habitado por fantasmas
Que perambulam vociferando vozes
Ao incontrolável pensamento
Desprotegido totalmente de paz
Parecendo estar em um linchamento
Que venha o esperado exorcismo
Fazendo desaparecer os invisíveis
E o medo seja pela luz extirpado
Tranquilizando os semblantes
Ora dominados, hoje dominantes
Por emoções e sorrisos suavizados!
Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet
Amor que muito é condenado
Visto como bizarro, maltratado
Não sou juíza de uma relação
Nem sei ao certo o que vai ao coração
Sei que a união pode haver
O amor independente de julgamentos
Simplesmente acontecer
Somente Deus para entender
As razões e sentimentos humanos
Entra a religião para criticar
A ciência para questionar
O ser humano para agredir
Ferindo na pele e na dignidade
Os que se deixam levar por uma vontade
A de dividir, amar e partilhar
Sem o preconceito deixar reinar
Cada um tem a sua opinião
Que tem de ser respeitada
Levada em consideração
Em cada alma queremos crer
Que habite um cristão
Amores são verdadeiros enquanto leais
Daqueles que não fazem mal
Entre iguais pode existir esse amor
Com respeito, sem repetição
De tristeza e dor!
Autoria: Patrícia Pinna
Imagens: Internet
Quando a palavra não flui
Verdadeiramente nada se intui
Sentimos um vazio imenso
Como se o universo fosse denso
Não havendo qualquer temática
Nem a exatidão da matemática
No que desejamos transpassar
Para o viajante individual admirar
Uma punição para a nossa mente
Massacrada por tanta cobrança
Esquecendo-se da companheira esperança
Que em forma de suave bonança
Traz luz para uma recém-semente
Elucidando que os versos são pássaros
Dissipando pensamento aprisionado
Mesmo em alguns instantes de crises
Consagrando-se verbo vivo
Merecendo ser ovacionado
Adentrando na alma em qualquer estado.
Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet
Razão tão desencontrada no meio da confusão
Dos sentimentos ligados pela emoção
Que jorram lágrimas de tristeza, ora de contentamento
Numa rotina que já sabemos qual é
Mas sempre mantemos a fé
Da felicidade ser a nossa morada
A razão é elemento impiedoso e cruel
Descendo-nos das nuvens tão altas
Colocando-nos os pés num solo rachado
Acabando com os nossos sonhos de mel
Quisera que a emoção não sofresse
Por aninhar-se num coração repleto de amor
Que tem como vilão a dura razão
Apontando estarmos na contramão!
AUTORIA: Patrícia Pinna
Imagens: Internet.
Um soneto presenteado pelo amigo e poeta, Samuel Balbinot, cuja amizade é preciosa demais.
Tua alma brilha cada dia mais...
Encantando os olhares mais atentos
Que procuram nas noites celestiais
Pela magia dos teus sentimentos;
No teu sorriso, límpidos cristais
Fulguram sua ternura dos momentos;
Como não se encantar, são catedrais
De luzes puras e de pensamentos
Teu coração suspira amores tantos...
Sempre envolvido pelos lindos mantos
Desprendidos do cálido luar;
Quero ver-te mais e mais a brilhar...
Ganhando do amor a doce carícia
Merecida sempre a noite Patrícia;
Soneto a Patrícia Pinna 17.06.13
AUTORIA: Samuel Balbinot
Convido a todos a conhecerem o seu lindo espaço!
Obrigada, Samuel, pelo enorme carinho!
Obrigada a todos os amigos e leitores!
Aqui, vai o link dele:
http://lapidandoversosblogspot.com.br/
Um grande poeta e sonetista, além de excelente pessoa!
Vale conferir!!!!!!!!!!!!!!!!!
Cego sentimento enraivecido
Insegurança ao lado da nossa mão
Escuridão em meio ao débil grão
Fazendo o coração ficar entristecido
Com tamanho dano empobrecido
Um cuidado levemente, brando demais
Não é causador de nenhum mal
Mas a loucura do que se pensa ver
É explosão maldita, discussões banais
Quererei saber qual é a sua questionável causa
A sua motivação para inexplicável devastação
Desfazendo um amor tão profícuo e terno
Fazendo-se holocausto num viver sem pausa
Julgando-se poderoso numa lamúria eterna!
Autoria: Patrícia Pinna
Imagens: Internet.
O dom foi descoberto na metade outrora cega
Contrariando a sensibilidade de quem não vê
Um dia despertou como o sol que desponta feliz
Iluminando toda escuridão abrigada em mim
Uma redescoberta diária
Não possuindo
A mesma intensidade
Um dia sou mar que não se pode navegar, proibido
Noutro sou o oceano de ondas tão rasas
Que se dá a conhecer na beira da praia
Em meio a pluralidade das emoções
Vou entendendo um pouco mais de mim
Dos poetas e suas vozes
Que ecoam com a suavidade
Do som das ondas
E do temporal anunciado
Pelos raios e trovões
Esse é o mistério que desvendo naturalmente
Ante a face do mundo das letras
Que não são frias, contudo, vivem
Em temperatura ambiente
Em qualquer estado de espírito
Nas mais diversas casas habitadas
Compondo os seus espaços vazios!
AUTORIA: Patrícia Pinna
Imagens: Internet