Retrocedendo para alguns anos atrás
Onde a magia é crescente
No enleio da minha mente
Existe o amor quase sobrenatural
Desfilando em intensas cores
Alterando suas partículas
Do neon ao negro-fosco
Sem torná-lo tosco ou sem gosto
Amor em verde, em rosa, em prata
Passeando feliz pelo carmim
Nas lembranças vez em quando difusas
Divididas em ruas da minha alma
Prevalecendo o claro aroma do meu amor
Inebriante e suave jasmim
Revelador dom em mim
Insaciável em amor
Ainda que perdido
Esteja o meu par
Sem saber o que desejar
Face ao medo do lar
Ora Ônix, ora Cristal
Banida seja toda a nódoa
Voltando à claridade
Liberando a passagem
Para toda a verdade
De que um real sentimento
Vivencia ciclos
Abraça luas e sóis
Mares e desertos
Naturalmente estando perto
Vencendo a tentação
De ao caos sucumbir!
Autoria: Patrícia Pinna
Imagens: Internet
Aroma de pureza nas tuas palavras
Insinuando um amor cuidadoso
Abraçando-me com a firmeza
De quem não cansa de amar
Entoando a delicadeza
Sem receio de pecar
Fico na dúvida do que seja o amor
Mas quando te vejo, sinto o teu calor
Envolvendo os meus braços com segurança
Em meio ao mar azul da bonança
Palavras docemente veladas
Que não revelam o sentir
Mas no toque, no jeito de olhar
Na ausência do partir
Percebo que existe
Mais do que um sentimento
Não precisando ferir
Existe a verdade do momento
Num grau de aquecimento
Amando vivenciar ao teu lado, meu amor
Fazendo-me sorrir!
AUTORIA: Patrícia Pinna
Imagens: Internet
Nascimento que venha tranquilo
Um ciclo que nasça em paz
Desejos concretizados
Um novo rumo a seguir
Olhos fixos para o que há de vir
Oportunidades que a alma implora
Por já ser chegada a hora
De novamente sorrir
Venha em forma de movimento
Uma determinação necessária
Para o entendimento aceitar
E o corpo se alimentar
Andando diariamente
Sem mais se prostrar em sua solidão
Indefinição do que fazer!
Que seja o caminhar impulsionado pelo amor
O respirar agradecido por sair da depressão
Outrora torturado pela triste emoção
Que venha a luz
Que venha a paz
Que venha o bom ânimo
Que venha a vontade de lutar
A esperança sem duvidar
De que um dia a vida
Haverá de se TRANSFORMAR!
Autoria: Patrícia Pinna
Imagens: Internet.
Natal, comunhão e paz
Nada pode desfazer seu encanto
A mensagem que Ele veio trazer
Que não deve ser movida pelo pranto
Ou corações aflitos sem ter o que dizer
Que o consolo Jesus venha trazer
Aos corações sofridos nada podendo fazer
A paz seja conosco não só na noite de Natal
Mas que ela perdure todos os dias
Trazendo salvação ao homem nos dias de hoje
Maltratando a sua condição humana
Praticamente não amando
Materializando ideais
Que o meu Natal seja simples, mas sereno
Tendo ou não uma ceia, abrindo ou não presentes
Possa eu ter o espírito do amor comungando comigo
Sem carregar o peso da dor
E que não haja em meu coração
A hipocrisia momentânea
De quem se odeia, mas "perdoa"
Por ser um acontecimento especial
Para haver o perdão, que seja sincero
Pois oferta contrária, Deus não aceita
E a ele não enganamos
O meu Natal é saudoso
Pelos meus amados que se foram
Mas sei que Deus deles cuida
Precisavam eles muito de ajuda
E saúdam Jesus lá do céu
Que o Natal não seja apenas uma data
Esquecida no ano que está por vir
Até novamente chegar a sua vez
Para todos poderem se divertir
Não que mal exista nisso
Apenas não pode ser uma alegria vazia
Tem de existir a real harmonia
Seja ele o brilho do amor verdadeiro
Em meu coração imperfeito
Muito tendo a aprender
Na minha evolução espiritual
Assim eu quero o meu Natal
Repleto de significados do bem
A sua verdadeira essência
Espero que seja assim para todos
Edificante e abundante em paz!
AUTORIA: Patrícia Pinna
Imagens: Internet.
Minha participação na BC de Interação de Natal da Rosélia. http://www.idade-espiritual.com.br/
Obrigada pelo convite.
Tenham todos um lindo Natal de paz!
Face vermelha, palco das lágrimas
Correntes dos tristes olhos, um dia cintilantes
Custando a cessar, gritando em voz alta
Sem ao menos dos lábios algum som sair
Choram em silêncio profundo e solitário
Missão outrora concedida pela vida
Em beleza, paz e alegria
Mas em rios de lágrimas um dia
Prostrou-se frente ao desamor
Ilusão que em minutos, fez-me assistir
Ao filme da minha vida, repetição
De todos os outros que eu já vi
Desesperança instalada em alma morta
Nos ensinamentos que ficam
Ficam também os questionamentos
E as queixas sobre o amor perdido
Os corações feridos, rumos distintos
Acusação, inimiga minha
Brota sutilmente, e quando visível
Enforca-me sem piedade
Raiz da maldade e poderosa
Desfalecendo-me sozinha
E o que eu julgava eterno
Não existe mais, perdeu-se
E a imensidão do firmamento
Traduz perfeitamente o boicote da relação
Antes ouro, hoje cinzas
Ardente na pele como se fossem brasa viva
E a desilusão alimenta a solidão do meu coração
E eu questiono, questiono e questiono
Não querendo mais entregar para o amor
Um dia o meu ser, que provavelmente irá sofrer
Sandice total, esperarei o luto passar
Um dia, certamente, abrirei a alma para o bem-querer
Sem desejar assistir novamente a um filme já conhecido!
AUTORIA: Patrícia Pinna
Imagens: Internet

Essa poesia foi feita em homenagem a amiga Rosa Valverde, bailarina e linda pessoa, humana demais!
Rosa, que exala o aroma gostoso da prosa
Envolve com palavra gentil, degraus chegando ao céu anil
Formosura na candura do meigo olhar castanho-claro
Onde o movimentar dos olhos dançam com o corpo
Irradiando a luz que não cega, abrindo o caminho
Nos teus belos passos de flor, pétalas a bailar
Em teu suave respirar de generosidade
Veludo de rosa cobrindo-lhe a tez feliz
Veludo de rosa emocionante no timbre da voz
Ecoando nos mais longínquos territórios
Com a sabedoria agraciada pela divindade
A quem doa-se em amor, filha tua!
Rosa, a bailarina que promove o bem
Saúda os corpos com a entrega do seu
Trazendo saúde para o corpo e mente
Dom inerente com que foi abençoada
No ritmo acelerado bailou o meu coração
Ao descrever tamanha emoção
De bailar com ela em poesia
A mais natural, leve e graciosa
Amizade bendita e preciosa!
Baila Rosa, coreografe a dança do amor
No compasso certo dos movimentos cadenciados
Ensine aos teus amados, ainda errando o passo
A grandiosidade da simplicidade do Criador!
Autoria: Patrícia Pinna
Imagens: Internet

Queria o sorriso em meu rosto
A felicidade como estampa
A acariciar-me o corpo
Provocando arrepios
Com a leveza das borboletas
Queria que os meus pés saíssem
Do impessoal concreto, e eu pudesse
Flutuar entre as nuvens
Aquecer-me ao colo do sol
Ser uma entre muitas estrelas
Que cintilam formas graciosas
Iluminar como a lua a seus mortais
Queria ser uma com a onda do mar
Sem contudo, me afogar
Ser banhada por suas águas refrescantes
E nelas deslizar, sentindo a brisa incorporar
Nos meus devaneios tão suaves
E desejosos de prazer
Ouvindo a melodia
Que me faz adormecer
Um sono reparador
Me fazendo feliz
Onde minha alma
Sente e realiza
Todo o seu importante
E libertário querer!
Autoria: Patrícia Pinna
Imagens: Internet
Medo ataca feito um gigante
Proporção ruim que damos a ele
Imensa montanha sem segurança
Lembrando ser uma criança
Vulnerável em sua inocência
Genuína vontade de vencer com a esperança
A de livrar-se da resistência, dos membros paralisados
Aprisionados pelo temido futuro
Não conhecendo sequer sua força invisível
Mas sentindo um arrepio terrível
Terreno amplo e habitado por fantasmas
Que perambulam vociferando vozes
Ao incontrolável pensamento
Desprotegido totalmente de paz
Parecendo estar em um linchamento
Que venha o esperado exorcismo
Fazendo desaparecer os invisíveis
E o medo seja pela luz extirpado
Tranquilizando os semblantes
Ora dominados, hoje dominantes
Por emoções e sorrisos suavizados!
Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet
Amor que muito é condenado
Visto como bizarro, maltratado
Não sou juíza de uma relação
Nem sei ao certo o que vai ao coração
Sei que a união pode haver
O amor independente de julgamentos
Simplesmente acontecer
Somente Deus para entender
As razões e sentimentos humanos
Entra a religião para criticar
A ciência para questionar
O ser humano para agredir
Ferindo na pele e na dignidade
Os que se deixam levar por uma vontade
A de dividir, amar e partilhar
Sem o preconceito deixar reinar
Cada um tem a sua opinião
Que tem de ser respeitada
Levada em consideração
Em cada alma queremos crer
Que habite um cristão
Amores são verdadeiros enquanto leais
Daqueles que não fazem mal
Entre iguais pode existir esse amor
Com respeito, sem repetição
De tristeza e dor!
Autoria: Patrícia Pinna
Imagens: Internet
Quando a palavra não flui
Verdadeiramente nada se intui
Sentimos um vazio imenso
Como se o universo fosse denso
Não havendo qualquer temática
Nem a exatidão da matemática
No que desejamos transpassar
Para o viajante individual admirar
Uma punição para a nossa mente
Massacrada por tanta cobrança
Esquecendo-se da companheira esperança
Que em forma de suave bonança
Traz luz para uma recém-semente
Elucidando que os versos são pássaros
Dissipando pensamento aprisionado
Mesmo em alguns instantes de crises
Consagrando-se verbo vivo
Merecendo ser ovacionado
Adentrando na alma em qualquer estado.
Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet