REDESCOBRIDORES DA ALMA!

sábado, 11 de agosto de 2012

PASSADO E PRESENTE



Corpo frio, pulsação fraca
Emoção despedaçada
Emoção em cenas divididas
Entre o passado e o presente

Passado, reluzia a beleza da fala grave
O timbre do amor que eu sentia em mim
A verdade do significado da alma
Absoluta, incondicionalmente viva

Natureza verde
Cenário do espetáculo
Vento:
Ator coadjuvante em sorrisos
Nós:
Sentidos ao sentimento sereno
Inacreditável como nas fantasias
Contudo, fluidamente real

Presente, Natureza conturbada
Sem equilíbrio e amarelada
Árvores sem frutos e poucas folhas
Folhas secas sem vivacidade

Falas passadas eram agradáveis
Românticas, aquecendo o coração
Voando, acariciando, saindo do chão
Numa magnífica proporção de comunhão

Falas presentes sem preenchimento feliz
Cortadas, gritantes em sua raiz
Ferindo aos poucos numa agonia infeliz
Esperando um dia a salvação por um triz


Não entendo a negação incoerente
Salpicando as diversas ações
Não compreendo a afirmação
De um olhar a brilhar
E a boca externar
Um pedido de perdão

Sem sequer questionar
De onde e como vem
Essa extrema confusão pairando no ar
Como transparente desilusão.
AUTORIA: Patrícia Pinna
Imagens: Internet







segunda-feira, 6 de agosto de 2012

ARREBOL DA PAIXÃO



No arrebol da paixão
O encanto é a semente viva
Germinada num solo fresco
Cultivada com fervor
Entre aromas abençoados do campo

A naturalidade dos amantes
Regando amplamente felizes
A morada onde repousa o grão
Dedicando-se ao crescimento perfeito

Não há nada assim tão ideal
Que pudessem levar até o final
O tempo desfez-se em pranto
O que antes servia de recanto

Os nutrientes outrora presentes
Precipitaram-se doentes
Desencadeando uma morte
Por desnutrição das inocentes sementes.


AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.



segunda-feira, 30 de julho de 2012

TORRENTES



Sem chão, sem vontade, sem palavra
Nada há que resista a esse estado
Conflitante e equacionado


Realidade desembocada numa esquina
Do pensamento puramente primário
Letárgico, esvoaçante e contraditório
Fazendo mudar em segundos
Qualquer conteúdo de uma história


Pupilas em expressivas torrentes
Descendo através da face
O mar de sofrimento em vão


Afogando a boca entreaberta
Que esboça uma canção
Onde a dor anuncia-se com torpor
Os tortuosos caminhos do amor.


AUTORIA: Patrícia Pinna
Imagens: Internet




quarta-feira, 25 de julho de 2012

SAGA

 


O cavalheiro sofreu de remorso
Por não tratar a sua dama como convém
Recebeu a negação da sua voz
Tornando-se dela um triste refém

O castelo em que viviam
Condizia com a beleza interior
Que retratava aquele amor
Mas o cavalheiro esqueceu
De cuidar dele com fervor

A dama decepcionada ficou
Ao ver que ele só pensava em si
Vendo a gentileza dele não mais fluir 

Partiu do castelo num galope
Galope de cavalo arredio
Não importando-se nem com o frio

Cavalheiro de atitudes ambíguas
Coloca-se a lamentar por perder o seu amor
Que dizia venerar

Seu arrependimento não foi sincero
Incorreu no erro sem pensar
Ficando sem a dama
Por não sabê-la cortejar.



AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet




quinta-feira, 19 de julho de 2012

DERME E EPIDERME

 

A DERME é a essência do nosso encontro
Em uma união vedada para a superficialidade
Internalizando os sentimentos profícuos

EPIDERME, marcas vistas a olho nu
Expostas na nossa pele
Tatuadas em diversos tamanhos
Sendo de prazer ou dor

A DERME enxerga
Com olhos invisíveis
Olhos que ninguém contempla
Num passeio de alma indizível
Não buscando entendimento
Aprofundando-se em um
Sensível contentamento

EPIDERME, é a paixão inebriante
Dos cinco sentidos aflorados
Ela é tocada com volúpia
Ouvida em pequenos gemidos
Entre os beijos saborosos vividos

Nos fluidos trocamos aromas
Na Lua que clareia o quarto
Iluminando a pele de suor

A DERME é o amor que não vemos
Que sabemos existir certamente
Ansiando um dia encontrar
Sentir o seu poder sem saber o porquê

Ele transforma, sereniza e conforta
Sendo a cumplicidade a sua porta
Romântica e decidida
É uma escolha de vida
Sendo de que tipo for
Não pode deixar de ser vivida!


AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

MORTE!



Encontrei  a dor revestida de culpa
Encontrei a face morta
Olhando-me no reflexo do espelho
Encontrei a morte da suavidade
Presente nos meus dias
Sem fisicamente fazer o desenlace


A morte está nas minhas ações
A morte está nas minhas decepções
Ela está no meu linguajar arrogante
Que em forma de sons não edificantes
Expulso venenosamente da minha boca!


Deus! Deus!
Extinto está o meu coração
Da bondade divina
Confundindo autoridade
Com autoritarismo
Furtando-me ao conhecimento
Da real mudança 
Que transitoriamente
Penso apossar-se de mim


Tola ilusão!
Enquanto durmo
Acalmo o meu ser
Não sendo fel
E nem ferindo à espada


Quando acordada volto 
Aos tormentos interiores
Descobrindo que continuo do mesmo modo
Sem razão, sem justificativa e sem perdão


Oh, Deus! Quantos inocentes eu feri 
Sangrando até a quase morte?
Eles vivem em Terapia Intensiva
E eu estou praticamente pronta
Mesmo indo contra o meu pensamento
Provocar uma eutanásia emocional!




AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.


domingo, 8 de julho de 2012

BRAÇOS DO AMOR!



Frases escritas para fazer de conta
Que sou ou que és importante
Acelerando o ritmo criador
Numa construção em versos do amor

Amor, o que preenche a minha alma
O que transmite-me a calma
O que faz eu descobrir
Que as vivências são bobagens
Quando não divididas
Suas bagagens

Amor é partilha generosa
Desconhecendo formatação impiedosa
É doador na amplitude vigorosa

Encontre-me  com a tua verdade
Com o teu calor, teu sabor
E a tua sabedoria

Sou uma partícula viajante
Necessitando da tua bondade
Capaz de vencer toda
E qualquer maldade

No teu manto protetor
Eu me sinto um vencedor
Estando num leito acolhedor
Nos simples braços do amor.


AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.




terça-feira, 3 de julho de 2012

FÉRIAS



Escuridão que clareia
Os meus pensamentos
Faz eu enxergar onde estou
Faz eu sentir que já não estou mais aqui

Estou de férias com bagagens pesadas
Que não sei quando e nem onde as colocarei
Fardo meu, fardo teu

Não te convidei a partir comigo
Ficarias bem melhor no teu recanto
Na tua solidão, no teu isolamento

Estou à procura do meu eixo
Do meu encontro real
Da paz que preciso ter
Para um dia talvez
Repartir com alguém

Nas Luas que seguem-se
Em todos os seus quartos
É uma nova fase que vivo
É a esperança dentro de mim
Que carrego
É o meu ser
Que entrego


Oh, Universo
Teus mistérios
São incontáveis
Aqui estou pronta
Para ouvir-te

Quem sabe sairei 
Dessa jornada
Serenizada
A buscar parte de mim
Que no recanto deixei
Quem sabe?


AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet

sexta-feira, 29 de junho de 2012

PAPEL TIMBRADO



Tua marca em mim personalizada
Vivendo no ar que inspiro
Que dentro de mim, aninha-se
Na música que embala o meu corpo
Nas lembranças da minha mente
Como um filme a passear pelos meus olhos
Não importando o agora

Alguns amores eu vivi
E de você não esqueci
O destino quis afastar nossos corações

Sem lembranças
Em sua plenitude levar
São saudades que a minha alma
Entrega-se confusa
Pondo-se a prantear
Sem entender, tampouco compreender

Papel timbrado
Tua voz, tua tez, teu olhar
Nítida presença em mim
Desabrochando a saudade, enfim
Nos momentos tristes de dor
Onde há sangue no papel
Jorrando vagarosa e copiosamente
A marca que no meu peito deixou.


AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.


domingo, 24 de junho de 2012

PRESENTE VILÃO!


Ira esparramada nos olhares trocados
Relâmpagos cortando o céu
Farpas nas palavras doridas
Fortemente violadas


Porta escancarada para o tédio
Afastamento natural de alma
Num desencontro suicida
Arrependimento inexistente
Afinal, somos "senhores" da razão!


Sorvemos o fel da negação amorosa
Descaracterizando a beleza de um abraço
Seguindo direções contrárias
De costas para a felicidade plena
Para o sorriso abençoado
Num leito sem olhares percebidos


De costas ficamos para nós
De costas ficamos para o amor
De frente ficamos para o orgulho
De frente ficamos para os achismos


Achismos que não cedem
Nossas falas
Privando a visão da lucidez
Petrificando em meros segundos
Tudo o que não deveríamos dizer


Sem compreender olhamos o passado
Vendo que trazia consigo
Um bálsamo estruturador
Uma união ensurdecedora
Na qual víamos o futuro
Com o seu frescor que corava as faces
Deixando-as ruborizadas
Tal qual um bebê saudável
Dando os seus primeiros passos


O presente é o vilão impiedoso
Destituiu o passado companheiro
E impediu a chegada do futuro sereno.


AUTORIA: Patrícia Pinna.
Imagens: Internet.