REDESCOBRIDORES DA ALMA!

sábado, 14 de agosto de 2021

Rastro By Patrícia Pinna


Eis o rastro de um tempo sem cor, invernal

Sob a temperatura a quase zero grau

Afinal, zumbe ao relento o som do vento 

E ruas choram gotas de pedra incolor

Tormento aguçado em todas as vivências

Emolduradas por uma síntese de intuições


A pele pede alento , um cobertor, mantimento

Sobreviver é seu dever mais urgente, um unguento

Sem mais pede uma uma oração, uma ação

Uma alma bendita em caridade, sem o raso do que seja vazio


Quisera um novo olhar,  a demolição bestial , um lumiar

Recortar a folha ,onde ilustrada está, a faca fria da cegueira

Pleitear por consciência humanizada sem teoria

Uma magia de burburinho afortunado chegando por aí.






Autoria: Patrícia Pinna

Direitos reservados por Lei.

Imagens: Internet.



sexta-feira, 30 de julho de 2021

A Nova Arte de Amar By Patrícia Pinna


Despertou  para o  mundo das emoções, conhecimentos

Percebera a necessidade de deixar a Lua sozinha

Sem o seu  clarear e estrear uma arte de a si amar

Investigar o  seu interior  desdobrando a raiz do tempo


Lento tal qual a semente esperando a sua colheita

Se regozijará com o toque suave de encontrar

A alma de sentido pleno não mais a vagar

O lírio formoso embalsamar a sua tez como eleita


Um alvorecer tão intenso e nem menos importante

Do que a queda queixosa e eloquente

Saber-se pluma, saber-se pedra

O amargor e a delícia do  sabor.




Autoria: Patrícia Pinna

Todos os direitos reservados por lei.

Imagem:Internet


quinta-feira, 15 de julho de 2021

Gesso By Patrícia Pinna

No lugar  da pena tem um concreto

Nas mãos, um gesso, uma atrofia, uma dor

Quintal sem aroma de poesia, a mesmice do certo

Os cacos vestidos de cinza  traduzem solidão

Vasta corrente de frio e inquietação


São ciclos visíveis e reais do outro lado, repetição

Ousar sorrir não é a solução no sombrio tempo de exclusão

Sabes bem que a rima pobre vive em corrosão

Em ais de desilusão e insatisfação, e  então?


Seja pagão ou cristão, sempre será o mesmo critério

Enquanto a absolvição não permitir repousar

A nulidade será o canto morto e mais sério

Falta de vida será o convite  bem-vindo e estéril.



Autoria: Patrícia Pinna

Imagens: Internet

Direitos autorais reservados por Lei

domingo, 31 de maio de 2020

A Loucura da Entrega By Patrícia Pinna



Queda a face  em vertentes transparentes
Foco nu em si mesmo
Um olhar que não quisera ter
Veio a loucura vestir sua pele

Repele a possível felicidade
Não acordou do seu estado
O qual ninguém compreenderia
Achando o vegetativo
Uma banalidade

Quem entende os loucos de amor
Os que flagelam a ampulheta
Fixam as pupilas e rodopiam
Matam em vozes ferozes
Morrem na filosofia histérica
Da obsessão pela depressão

Não há cores multifacetadas
No seu mundo particular
Enfeitam os cabelos de lágrimas
Como se fora a chuva
Volumosa e charmosa
Acasalando a nota desafinada

Não tem cura para o desamor
E os loucos se entregam
Numa sanidade única
Respiram o ar que vem da ilusão
Mesmo sentindo uma aura
Que onde pisam não há chão.


Autoria : Patrícia Pinna
Imagens: Internet.
Todos os direitos autorais protegidos por Lei.





Amigos, ainda em tratamento, por essa razão, pouco irão me encontrar, mas visitarei a todos. Obrigada pelas orações e carinho.
Tenham um excelente mês que se inicia.
Beijos na alma.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

A Sensualidade do Par By Patrícia Pinna

   

Calor castanho amendoado, sonhado
Na vertigem do meu corpo embebido
Em imagens afetivas num colo embriagado
Pernas cruzadas,cabelo preso e beijado

Gafieira, carmesim em tecido esvoaçante, alegria
Figurada poesia cadenciada em novidades
Letra e malemolência elevando a parceria
Aroma gostoso no salão, todas as idades

Romance na canção, no vento, veio de repente
Liberdade impressa no verso da pele
Só nós, unicidade de um amor experiente
Sedução fácil de entender, nada repele

Ao encontro, ao desejo, ao sorriso
Faz a Lua um brinde sem taça, brilho intenso
Circunferência bendita a qual pertenço
Solta, musa do meu par envolvente e preciso!


Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por lei
Vídeo: You Tube




segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Mazelas da Alma By Patrícia Pinna



A parte obscura censura
Os atos,que nos átrios
Criam personagens enganadores
São felinos de porte altivo
E  ávidos por sangue

As pequenas presas
São escolhidas e devoradas
Na estreita estrada da luz e escuridão

Quem grita?
Quem se importa?
Quem lida bem?
Ninguém

A marca vai além da derme
Penetra, perfura, perturba
Alma subordinada aos algozes
Tão infelizes, cruéis e nocivos
Sem encontrar caminhos de fluídos brancos

Só repouso em cinzas quentes
Queimando um naco de consciência
Assombroso quadro pintado em cores mortas
Sem reverberar hora alguma

Não há enleio, veraneio
Só as correntes invisíveis
Os levando aos torturadores da alma jaz perdida
Compreendida pelo retorno sem dia certeiro
Vem sorrateiro dando o bote
Mazelas irreversíveis, colheita


Autoria:Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por lei
Imagens: Internet



segunda-feira, 3 de junho de 2019

Rios Mansos de Poesia By Patrícia Pinna


Tentei escapar do drama
Mas poetizar o intrínseco me apraz
A profundidade de versos mais densos

Sou de muitas facetas
Mas a mulher que mora em mim
Encontra endereço de profusão
Um amargor primário
Talvez das experiências de luas atrás

Não é atração pela dor
É a vivência do amor
Em sua atmosfera nebulosa e misteriosa
Compreendida por poucos

São nuances sensíveis
De uma personalidade
Frágil e marcante
Combinação especial
Para os amantes
Um sonho apaixonado e apaixonante
Por vezes, derrapante

Oh, deuses regentes da inspiração
Atendei ao nosso pedido
Traga mais sabor ao fel dos versos sangrentos
E deixai voar nossas letras
Por rios mansos de poesia.

Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por Lei
Imagens: Internet




domingo, 12 de maio de 2019

Jequitibá-Rosa By Patrícia Pinna




Um olhar diferente,uma visão de águia, coração livre
Ora aprisionado, uma mulher e uma criança
Quem aparece mais no espelho dos seus dias?
Questionamento de vida, o tempo como algoz ou aliado?


Não trança mais os cabelos
Ou alimenta sonhos imprudentes
Pega o seu escudo e armadura
Vai para o combate e enfrenta o impasse
Luta contra o tempo e a aceitação
Da proximidade celestial
O sorriso não é largo, lhe pesam as marcas da vida
As angústias, a pele e a herança de décadas


O Jequitibá-rosa esbarra no viço
Da semente em curva nova
E debruça seu olhar para o passado
Quando a glória do nascimento
E o verde das folhas
Enchia seus momentos de tenra esperança.


Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por Lei
Imagens: Internet



terça-feira, 23 de abril de 2019

Sândalo By Patrícia Pinna



A  beleza do amor enraizado, tragado
Feito solo com sede, verdadeiro
Enleio de anjo com veste dourada, ofusca a visão
Aparição da felicidade envolta
Em disfarces de atenção

Aroma impregnado em sua tez
Cortês recebimento do sândalo
Ansiolítico natural,libertário
Relaxante pouso de ancestrais

Realeza perambulante pelas ruas
Sem coroa ou manto cravejado de pedras preciosas
O verde era a sua morada nua
Despida de arrogância, alusão ao tempo
Sintonia sem distância, gargalhadas de criança, paz
Uma ode ao encontro surreal


Como fragmentos cristalizados em sua essência, forte
Surgimento da aurora, tarda em ir embora
E, o espetáculo único, transfere o brilho sereno
Para o encanto das estrelas 
Numa concepção lentamente absorta em contemplação
Musical, sideral e exponencial!


Autoria: Patrícia Pinna
Todos os direitos autorais reservados por Lei
Imagens: Internet.



quinta-feira, 11 de abril de 2019

Movimento Astral By Patrícia Pinna



Uma inspiração a mais vinda do movimento astral
Com um pouco de sal e tanto faz se aumentar 
a pressão arterial, elevação dos sentidos
Regidos por um ébrio com equilíbrio, contradição

Quero o sabor que o meu paladar exigente espera
Vigente forma de amar e cantar, dançar descalça
Flutuar consciente da minha própria condição
E, feito areia quente sob os pés, envolver o colo
de calor e autoestima

Sopre brisa, sopre besteiras
Bem perto das minhas orelhas
Deixe os castanhos bem abertos
E dispersos por tua feitiçaria do bem
Ouvindo os sons claros da mata
E os mistérios do voo dos pássaros.


Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por Lei
Imagem: Internet