Eis o rastro de um tempo sem cor, invernal
Sob a temperatura a quase zero grau
Afinal, zumbe ao relento o som do vento
E ruas choram gotas de pedra incolor
Tormento aguçado em todas as vivências
Emolduradas por uma síntese de intuições
A pele pede alento , um cobertor, mantimento
Sobreviver é seu dever mais urgente, um unguento
Sem mais pede uma uma oração, uma ação
Uma alma bendita em caridade, sem o raso do que seja vazio
Quisera um novo olhar, a demolição bestial , um lumiar
Recortar a folha ,onde ilustrada está, a faca fria da cegueira
Pleitear por consciência humanizada sem teoria
Uma magia de burburinho afortunado chegando por aí.
Autoria: Patrícia Pinna
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Imagens: Internet.


















