REDESCOBRIDORES DA ALMA!

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Dons By Parícia Pinna

  

Quisera ter o dom da cura

Curar o mundo dos seus ódios, das suas doenças

Dos sangramentos espalhados em várias línguas

Quisera eu  me curar de quem sou

E transpor os muros da minha paralisia


Ensaiar a felicidade da vida, cada cena, um sorriso farto

Ondas de energia em alta, marés entrelaçadas

Na colorimetria e sintonia

Quisera ter o dom da visão

Expandir o terceiro olho, abrindo o chacra do coração

Ouvir os sussurros  vindo de cortinas gregas e o crepitar do fogo 


Tatear travessamente as teias transeuntes tácitas

Beber do líquido da taça dos mistérios do paladar

E não identificar o sabor do gole

Cheirar a erva na relva, suavizar os poros, inspirar

Ressignificar  a beleza da funcionalidade dos pulmões


Autoria: Patrícia Pinna

Todos os direitos autorais protegidos por Lei.

Imagem: Internet
 




sábado, 28 de agosto de 2021

Chegara o Entardecer By Patrícia Pinna


Chegara o entardecer sem a pressa dos mortais

Chegara de muito longe, uma viagem de nobreza

Pobreza, ora pai, ora irmão, inflando os seus portais

Das raras essências que compõem  o vaso da infusão

O sopro da vida em leveza, grata ventura colorida

  

Chegara como amante, contemplativo, fruto maduro

De um plantio esperançoso num olhar de prece

Tece agora as formas mais puras do deslumbramento

Desfazendo o  quebranto, um chão, uma razão

Construindo a emoção já não fria, sorria


Levantara com pés dançantes e flutuantes

Leveza do  presente envolvente em poesia

Cada gota de sangue corrente na veia 

Vivificando a origem da vida em toques iniciantes


Continue em passos lentos, plenitude etérea

Até onde as repetições envolvem beleza séria

Aquela onde voa nas plumagens cintilantes

Em seu compasso crescente da brisa nua. 


Autoria: Patrícia Pinna

Todos os direitos autorais protegidos  por Lei

Vídeo: You Tube  

Imagem: Internet



sábado, 14 de agosto de 2021

Rastro By Patrícia Pinna


Eis o rastro de um tempo sem cor, invernal

Sob a temperatura a quase zero grau

Afinal, zumbe ao relento o som do vento 

E ruas choram gotas de pedra incolor

Tormento aguçado em todas as vivências

Emolduradas por uma síntese de intuições


A pele pede alento , um cobertor, mantimento

Sobreviver é seu dever mais urgente, um unguento

Sem mais pede uma uma oração, uma ação

Uma alma bendita em caridade, sem o raso do que seja vazio


Quisera um novo olhar,  a demolição bestial , um lumiar

Recortar a folha ,onde ilustrada está, a faca fria da cegueira

Pleitear por consciência humanizada sem teoria

Uma magia de burburinho afortunado chegando por aí.






Autoria: Patrícia Pinna

Direitos reservados por Lei.

Imagens: Internet.



sexta-feira, 30 de julho de 2021

A Nova Arte de Amar By Patrícia Pinna


Despertou  para o  mundo das emoções, conhecimentos

Percebera a necessidade de deixar a Lua sozinha

Sem o seu  clarear e estrear uma arte de a si amar

Investigar o  seu interior  desdobrando a raiz do tempo


Lento tal qual a semente esperando a sua colheita

Se regozijará com o toque suave de encontrar

A alma de sentido pleno não mais a vagar

O lírio formoso embalsamar a sua tez como eleita


Um alvorecer tão intenso e nem menos importante

Do que a queda queixosa e eloquente

Saber-se pluma, saber-se pedra

O amargor e a delícia do  sabor.




Autoria: Patrícia Pinna

Todos os direitos reservados por lei.

Imagem:Internet


quinta-feira, 15 de julho de 2021

Gesso By Patrícia Pinna

No lugar  da pena tem um concreto

Nas mãos, um gesso, uma atrofia, uma dor

Quintal sem aroma de poesia, a mesmice do certo

Os cacos vestidos de cinza  traduzem solidão

Vasta corrente de frio e inquietação


São ciclos visíveis e reais do outro lado, repetição

Ousar sorrir não é a solução no sombrio tempo de exclusão

Sabes bem que a rima pobre vive em corrosão

Em ais de desilusão e insatisfação, e  então?


Seja pagão ou cristão, sempre será o mesmo critério

Enquanto a absolvição não permitir repousar

A nulidade será o canto morto e mais sério

Falta de vida será o convite  bem-vindo e estéril.



Autoria: Patrícia Pinna

Imagens: Internet

Direitos autorais reservados por Lei

domingo, 31 de maio de 2020

A Loucura da Entrega By Patrícia Pinna



Queda a face  em vertentes transparentes
Foco nu em si mesmo
Um olhar que não quisera ter
Veio a loucura vestir sua pele

Repele a possível felicidade
Não acordou do seu estado
O qual ninguém compreenderia
Achando o vegetativo
Uma banalidade

Quem entende os loucos de amor
Os que flagelam a ampulheta
Fixam as pupilas e rodopiam
Matam em vozes ferozes
Morrem na filosofia histérica
Da obsessão pela depressão

Não há cores multifacetadas
No seu mundo particular
Enfeitam os cabelos de lágrimas
Como se fora a chuva
Volumosa e charmosa
Acasalando a nota desafinada

Não tem cura para o desamor
E os loucos se entregam
Numa sanidade única
Respiram o ar que vem da ilusão
Mesmo sentindo uma aura
Que onde pisam não há chão.


Autoria : Patrícia Pinna
Imagens: Internet.
Todos os direitos autorais protegidos por Lei.





Amigos, ainda em tratamento, por essa razão, pouco irão me encontrar, mas visitarei a todos. Obrigada pelas orações e carinho.
Tenham um excelente mês que se inicia.
Beijos na alma.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

A Sensualidade do Par By Patrícia Pinna

   

Calor castanho amendoado, sonhado
Na vertigem do meu corpo embebido
Em imagens afetivas num colo embriagado
Pernas cruzadas,cabelo preso e beijado

Gafieira, carmesim em tecido esvoaçante, alegria
Figurada poesia cadenciada em novidades
Letra e malemolência elevando a parceria
Aroma gostoso no salão, todas as idades

Romance na canção, no vento, veio de repente
Liberdade impressa no verso da pele
Só nós, unicidade de um amor experiente
Sedução fácil de entender, nada repele

Ao encontro, ao desejo, ao sorriso
Faz a Lua um brinde sem taça, brilho intenso
Circunferência bendita a qual pertenço
Solta, musa do meu par envolvente e preciso!


Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por lei
Vídeo: You Tube




segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Mazelas da Alma By Patrícia Pinna



A parte obscura censura
Os atos,que nos átrios
Criam personagens enganadores
São felinos de porte altivo
E  ávidos por sangue

As pequenas presas
São escolhidas e devoradas
Na estreita estrada da luz e escuridão

Quem grita?
Quem se importa?
Quem lida bem?
Ninguém

A marca vai além da derme
Penetra, perfura, perturba
Alma subordinada aos algozes
Tão infelizes, cruéis e nocivos
Sem encontrar caminhos de fluídos brancos

Só repouso em cinzas quentes
Queimando um naco de consciência
Assombroso quadro pintado em cores mortas
Sem reverberar hora alguma

Não há enleio, veraneio
Só as correntes invisíveis
Os levando aos torturadores da alma jaz perdida
Compreendida pelo retorno sem dia certeiro
Vem sorrateiro dando o bote
Mazelas irreversíveis, colheita


Autoria:Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por lei
Imagens: Internet



segunda-feira, 3 de junho de 2019

Rios Mansos de Poesia By Patrícia Pinna


Tentei escapar do drama
Mas poetizar o intrínseco me apraz
A profundidade de versos mais densos

Sou de muitas facetas
Mas a mulher que mora em mim
Encontra endereço de profusão
Um amargor primário
Talvez das experiências de luas atrás

Não é atração pela dor
É a vivência do amor
Em sua atmosfera nebulosa e misteriosa
Compreendida por poucos

São nuances sensíveis
De uma personalidade
Frágil e marcante
Combinação especial
Para os amantes
Um sonho apaixonado e apaixonante
Por vezes, derrapante

Oh, deuses regentes da inspiração
Atendei ao nosso pedido
Traga mais sabor ao fel dos versos sangrentos
E deixai voar nossas letras
Por rios mansos de poesia.

Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por Lei
Imagens: Internet




domingo, 12 de maio de 2019

Jequitibá-Rosa By Patrícia Pinna




Um olhar diferente,uma visão de águia, coração livre
Ora aprisionado, uma mulher e uma criança
Quem aparece mais no espelho dos seus dias?
Questionamento de vida, o tempo como algoz ou aliado?


Não trança mais os cabelos
Ou alimenta sonhos imprudentes
Pega o seu escudo e armadura
Vai para o combate e enfrenta o impasse
Luta contra o tempo e a aceitação
Da proximidade celestial
O sorriso não é largo, lhe pesam as marcas da vida
As angústias, a pele e a herança de décadas


O Jequitibá-rosa esbarra no viço
Da semente em curva nova
E debruça seu olhar para o passado
Quando a glória do nascimento
E o verde das folhas
Enchia seus momentos de tenra esperança.


Autoria: Patrícia Pinna
Direitos autorais reservados por Lei
Imagens: Internet