REDESCOBRIDORES DA ALMA!

domingo, 23 de agosto de 2015

Parceria De Amor! By Patrícia Pinna




Vira a luz do seu olhar banhar-se em uma sombra triste
Sentira que sua voz não procuraria por ela, emudeceria
Um lamento de isolamento naquele fatídico instante persiste
No mais íntimo da alma sofrida temia pela parceria

Adormecera com a canção do Beija-Flor, relaxante
Sua beleza era tão grande e sensível tal sinfonia
Que o amor cantara para além dos ouvidos, fora marcante
Nesse momento sublime, quem a condenaria?

Amanhecera mais confiante de que tudo se apaziguaria
Evitando ceder a nefastas iguarias do maldito rancor
Rolou suas lágrimas pensando em seu amado,se a perdoaria
E com a vontade existente em seu ser,afastou-se da dor

Fizera um clamor urgente, uma oração pungente
Para que não voasse o seu bem-querer, que ali ficasse
Mesmo em espírito, tocasse seu ventre, regenerasse
Fizesse filhos  do mais puro amor reluzente!


Autoria: Patrícia Pinna
Vídeo: You Tube
Imagem: Internet.



domingo, 16 de agosto de 2015

Rasgar O Pano! By Patrícia Pinna



Cansaço, talvez um fracasso, um triste mormaço
Onde as mentiras piores abrigam-se no regaço
Disfarçadas por um sorriso meia-boca,tolo
Pretendendo ludibriar em vão um coração incrédulo
Já pouso de finais de jogos desleais, passionais
Sem prazer, amanhecer reluzente como o sol

Engano cítrico que arde a língua, amargo como a cachaça
Que arde o estômago, irrita a garganta, corroendo o fígado
E quem não aprecia a bebida,a rejeitará certamente
Buscando saciar sua sede com água pura ou bebida leve

Vontade de felicidade que seja real, não a irrealidade fabricada
Mascarada entre a instabilidade de tempo em tempo
Na Lua, no Sol, nas estações divididas, subtraídas
Resultando em uma mesmice radical, sem viço
Traição de si mesmo, tão patética  e infeliz

Ação veemente é o que falta para mudar esse quadro
Rasgar tudo, todo o pano que encobre e cobre vida nova
Sem prender-se ao passado longínquo ou próximo
Absorvendo a luz acompanhada da esperança-norte
Forte, a qual conduzirá os caminhos nos atalhos sem morte!

Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet
Vídeo: You Tube



domingo, 9 de agosto de 2015

Véu Imenso By Patrícia Pinna



Nos quilômetros distantes, impactantes, segue véu imenso
Possuidor de olhos absurdamente atentos,vendo as pontes
Os mares,os costumes, as diferenças,suas danças, falas, e crenças

Em querência aflita de em milímetros penetrar no seu mundo
E bem ao fundo, ser uma paisagem,uma única pessoa
A borboleta cantante no infindável adormecer
A voz suave que à tua alma cala, suspira,
Enfraquece os sentidos com seu jeito destemido

E vestidos de amor tornam-se superiores aos caminhos adversos
Escrevendo versos da vida real como se fora utopia
Mania intensa de viver, esquecer do regresso

Sem pressa, encontrar-se no mar a gargalhar
Subir nos coqueiros e mais perto das nuvens ficar
E na agradabilidade do amor repousar
Em suave vento e sua canção de ninar!


Autoria: PatríciaPinna
Imagem: Internet.
Vídeo: Youtube



segunda-feira, 27 de julho de 2015

Monossilábico By Patrícia Pinna





Monossilábico és, poucas palavras
Um grão entre tantos outros
Formando formas formosas
Na pesada areia, contudo seus verbetes
Pronunciam intensidade, felicidade e poesia

Falas profundas sequer numa completa frase

Ansiada por quem é voraz pelos vocábulos
E os diálogos freneticamente misteriosos
Segredam  veladas descobertas atemporais

Envolve nos tempos verbais

Adormece os substantivos
Tendo como leito os adjetivos!


Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet



segunda-feira, 20 de julho de 2015

Sentido Inicial By Patrícia Pinna




O amor subjugado à razão ou a razão subjugada ao amor?
Entre nuances feito partículas de dúvidas
Envolvendo o ser desprovido de sossego
Retardando a felicidade nessa noite retratada
De agonia e dissolução

Os braços não acolhem,encolhem em sua pequenez insólita
Com seus ruídos necessitando de óleo
Para desenferrujar suas articulações

A lua desapareceu,breu ficou do lado de cá
E do teu lado,o que será?
Uma estrela a contemplar teu olhar tristonho e sonhador
Ou uma chuva torrencial desaguando por seus olhos?

E na dança aérea do pensamento por um momento encontra o par
E tal qual a profundidade do mar mergulha no encontro do amor
Onde a razão e a emoção parecem acertar o passo
Nesse bailado difícil de coreografias complexas

E os questionamentos perdem seu sentido inicial
Valorizando o sentir especial
Teu,meu,nosso
Transparente transição transformada de intensa confusão
Para uma doce mansidão,veracidade da iluminada emoção!


Autoria:Patrícia Pinna
Imagem:Internet
Vídeo:Youtube



sábado, 11 de julho de 2015

Sem Saber Nadar! By Patrícia Pinna






Acordara do pesadelo real, ancestral que a perseguira
Por todo esse tempo de inconsciente poder implodindo
Em sua morada sombria e fria
E cria ser um sobressalto sem ar, passageiro, enganara-se

Ouvira a sinfonia da agonia ensurdecer sua audição frágil
Em cada lua desenhada no céu como se fora um réu
Agonizara, chorara, e sonhara despertar da falta de respiração
Percebera inutilmente a inexistente atenção dominante
Palco de cenas demasiadamente torturantes

Não sabia nadar e foi em segundos afogando-se
No infinito do seu olhar degenerador, engolidor
Com a mais profícua fome de iludir, enganar
Tais segundos foram cobertos de uma eternidade triste
Mas quase sem  o sopro de vida, com a voz rouca
Teve tempo de dizer, que não conseguira também!


Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet
Vídeo: Youtube




sexta-feira, 3 de julho de 2015

Vento Solitário By Patrícia Pinna



O vento frio congela seu sentimento
Paralisa suas pernas, não esboça sorriso
Pele gelada e dorida
Músculo que devagar vai anunciando
Suas batidas quase finais

Cabelos feito flocos de neve
Breve sensação de penumbra e um pavor
Torpor e lágrimas secas
Aninhadas no seu habitat tão conhecido pela solidão

Balbucios imperiosos de queixumes
E no cume da montanha coberta de algodão
Relembra sua aflição

Teimosa, espera, anseia que o amor venha salvar-lhe
Mas este é o seu algoz, o seu encurralado labirinto
Inexistindo a doação, deleita-se no sombrio vão da rejeição
E, sozinha, perde-se no caminho sem colo, sem alento, sem unguento

Quando um tímido passo seus pés conseguem dar
Prostram saudades das agudas
Feito agulha fina a penetrar-lhe a carne
E a alma acabara de gritar por socorro

O surdo vagueando pelas tempestades, não ouvira
E a deixara por lá, sozinha, a mercê de sua tristeza confinada
Sem a preciosa luz, seu alimento
A fonte alimentadora colorida em suas veias
E, num breu, seguem suas horas inexatas
Pelo ponteiro da Natureza
Onde sentira ser presa de si mesma


Autoria: Patrícia Pinna
Imagem Internet
Vídeo: Youtube     





domingo, 14 de junho de 2015

A Chegada Do Amor! By Patrícia Pinna




Nos devaneios sequer imaginados por minha mente
Idealizei um amor tão envolvente, parte minha, reluzente
Vivente nas nuances vibrantes, protagonistas dos desejos
Intensificando os sentimentos existentes em lindos festejos

Veio calmamente, não dando sinais
E, instalou-se surpreendentemente
Gostoso tal qual o veludo que macio desliza sob a pele pedinte
Feito a pluma suave bailando ao ar suavemente
Depositando em colo quente seu toque eminente

Sem preocupar-se ocupou todos os espaços carentes
Fez-se criança sorridente habitando a alma normalmente
Cerrou as portas, as janelas,  deixou sem saída claramente
A quem por ele foi encontrado de uma forma inusitada
Felizmente, abraçou a paz, voou sem asas
Entregou-se calada e extasiada
Sem ponderar, sem questionar, sem massacrar, sem açoitar

Nessa amplitude, cada átomo de felicidade anseia o beijo
No silêncio do meu eu, de nós dois, em total enlevo
Do sentimento estrangeiro desbravando nosso território sem defesa
Quão bom é ser refém sem reservas ou estranhezas
Do que pelos céus é abençoado!


Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet
Vídeo: You Tube


sábado, 6 de junho de 2015

Quem Saberá? By Patrícia Pinna



O meu amor é intenso, um pouco tenso em pensamento
Ceifado pela divisão entre o encontro e desencontro
Uma privação absoluta de toques e beijos amenos
Amplidão de sentimento libertador e cúmplice
Da estrelas, da noite e manhã onde comungas comigo
Pela fala longínqua, precisa, em frases amorosas e protetoras

Destino traçou a impossibilidade, artimanha estranha
A lógica diante do inesperado, a estrada sem fim
Unida com um caminhante onde o semblante
É um viajante atemporal, ora lá, ora cá
Feliz e iludido, suspirante

Pedras, sol, chuva e escuridão, passarela onde faz
O seu desfile notoriamente
Seus pés tropeçam em pensamento
Mas a mente envia um comando capaz
De segurar-lhe os passos

Um destino, várias histórias, achismos de superficialidade
Ou a profundidade escondida pela luz não vista nessa condição
Estará escrita tais linhas ou o amor toma outra forma
Um tom diferente, cabível em nossa realidade?

Talvez a resposta seja o poente do sol
Ou a aurora de um novo amanhecer
Em sons amantes da vida
Quem saberá?


Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet
Vídeo: You Tube



quarta-feira, 27 de maio de 2015

Minha Paixão By Patrícia Pinna



Minha paixão é me jogar no mar, respirar teu ar
Imaginar ser um par, suavizar!
Ela é tão doce, tão minha, que sequer
Sabes mensurar sua intensidade!


Minha paixão me eleva, me cerca de encanto e desejo
Mas vejo em mim embriões dançarinos
Nessa inegável volúpia

Minha paixão surgiu como a luz
Penetrando a aurora e irrompendo a noite em ventre cálido
Banhado pela água refrescando o calor


Minha paixão é insana, incansável
Intimamente inquestionável
Certeira em seu inesperado alvo

Ela é minha, talvez sua, encantadora
Em visões, tatos e aromas, alma nua
Nua de preconceito, razão e condições

Ela é a nascente do meu sorriso
Da minha voz aveludada, do rubor
Em face minha, com graça de mulher
E o frescor da doce menina

A minha paixão talvez tenha limites
Mas agora voa muito livre, águia
Das mais lindas viajando pelo mar!


Autoria:  Patrícia Pinna
Imagem: Internet
Vídeo: You Tube