REDESCOBRIDORES DA ALMA!

domingo, 13 de dezembro de 2015

Ao Som Do Bolero By Patrícia Pinna



Ao som do único bolero, sente que não tolera seu silêncio
Disfarçado de sensatez tentando acertar o passo, a cadência
Flutuar em sonhos distantes escondendo as emoções
Em vibrações tão únicas, proteção velada

Aconchega a amada em seus braços,devaneia,ama

Faz do salão o Universo,reluz seu sorriso como a lua cheia
Pranteia com o fim da canção, a beija na última nota
Abre a porta do coração suavemente e baila em sofreguidão
Na escuridão de uma viagem especial,visceral

Desliza sua mão nos cabelos adornados 

De rosas amarelas de sua dama
E ela sorri para seu par em seu belo vestido azul feito mar
E tão pouco a dizer num festejo singelo do amor
Onde o maestro é a singularidade do olhar encantado...


Autoria: Patrícia Pinna
Vídeo: You Tube
Imagem: Internet








sábado, 21 de novembro de 2015

Solta Entre Nuvens By Patrícia Pinna


Não pouso os meus pés na Terra
Tampouco ela comigo fala fazendo mistério
Quando mais preciso do seu conselho

Sou solta entre as nuvens que despencando
Formam formas formidáveis
Desenhando uma remota alegria

Que com toda primazia primando prioridades

Seguram-me em seus fios de algodão
Impedindo, velozmente, uma queda fatal

E o lúdico alcança o meu olhar poético

Como plumas coloridas na passagem dos meus mundos
Nos pesos, nas levezas e nas minhas incertezas!


Autoria: Patrícia Pinna
Vídeo: You Tube
Imagem: Internet



                                                   

sábado, 14 de novembro de 2015

Nação Em Prantos By Patrícia Pinna



Não apetece-me falar da classe dominante
Engolindo sem pudor o honesto trabalhador
Que em seu labor diário, entre lágrimas e suor
Pensa em sua sorte mudar, esperando surgir alguém
Com a consciência decente, a fim de governar
Sem deixar-se manipular

Eu choro, tu choras, ele chora, nós choramos, todos choram

Ao ver essa calamidade vergonhosa de trem desgovernado
Chamada política sem responsabilidade
Onde foi parar a decência, em qual estação refugiou-se
O bem comum, em que leito prostrado está a esperança?

Imunda escória vomitando falácias, engravidando ingênuos

Parindo aberrações!
Que sorte é essa da nação inteira
Clamando por justiça num labirinto de dor
Onde a força parece esvair-se?

Renovo como energia e conscientização é do que o povo precisa

Para unir-se a lutar como animais ferozes lutam 
Pela sobrevivência de suas crias

Voz sem ação morre sem atingir o objetivo

Tornar a Pátria coesa e liberta
De seus muitos grilhões!

Autoria: Patrícia Pinna
Vídeo: You Tube
Imagem: Internet


                                                                              

sábado, 7 de novembro de 2015

Caminho de Paz! By Patrícia Pinna





Cansada de caminhar, ver seus pés doridos
Seu olhar desiludido das afeições amorosas
Imergiu com toda vontade no banho de sais
Nas praias mais distantes aliviando seus ais

Fez viagem bucólica, clareou seu caminho
Abortou a infelicidade
Amou a Natureza, engravidou
E deu à luz uma menina tranquila, nasceu a paz

Despiu-se do manto pesado,remendado
E cobriu-se de lírios brancos, luz a irradiar
Sussurrou como se falasse segredo a si mesma
O mundo não precisava saber dos seus queixumes
Ou libertações, renascia!

Autoria: Patrícia Pinna
Vídeo: You Tube
Imagem: Internet



domingo, 25 de outubro de 2015

Vício By Patrícia Pinna






Vicio-me no que é bom, não desgrudo, sugo
Minh'alma é toda a poesia dos boleros
Quando fecho os meus olhos vendo a dança
Sentindo a música chamando-me inebriante
Como o aroma das rosas, pétalas sedutoras
Na imaginação da mente, crente que diminuto
É o calor do corpo, iludiu-se!

Ele é um vulcão dos mais potentes, plena erupção
Pronto, me perdi, pequei, ou será que me achei
Vendo a lua, a tendo como amante, suspirante
Apaixonada e apaixonante?

Criança solta na beira do mar, descalça, desnuda
Menina-mulher atemporal, sem geografia
Numa simetria deslumbrante como o vento a rodopiar
Embelezar, esvoaçando as madeixas curtas
Beijando o suave olhar tateando, decifrando as curvas rubras
Macias e carnudas num espetáculo exorbitante
Onde não há cena para deixar-se domar

Eis  o que é avassalador, no entanto não provoca dor
Um abraço,um beijo, algo sem denominação, canção
Uma quietude nas falas, uma liberdade seja no que for
Envolvente, perto, único e distante, iluminado sem tensão!


Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet
Vídeo: You Tube



domingo, 18 de outubro de 2015

O Que Restou? By Patrícia Pinna



Quando acaba o amor fica a dor
De uma frustração, dias de solidão
Ausência de doação, da plenitude do olhar
Belos sorrisos a iluminar, sol forte
Raio alucinando a tez, mar em calmaria
Aurora resplandecente no aroma de flores e jardins
Coloridos  e envaidecidos!

Resta o cinza, a presença de um mormaço cortando o céu
Sem arco-íris, inefável monotonia, o avesso do que fomos
E sonhamos nós um dia, pedras com musgos
Não raras de vislumbrar, esbarrar e tropeçar

O diálogo não é vívido, lugar comum, ao longe, tão longe...
Lembranças em um baú ao canto de uma parede qualquer
Resta um móvel, uma poltrona, uma rede
Objetos decorativos, sem intenções criativas, imaginativas

Sobrou uma cama morta, expressão enfadonha, tristonha
E um devaneio vagueia no querer atual
Nada é magistral em sua realização
Décadas formam um laço, difícil desate
Talvez um pouco de tranquilidade alimente os nós
Tornando o amor em uma quimera
Uma rotina traduzida em respeito, amizade, quiçá,uma saudade!

Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet
Vídeo: You Tube



sábado, 10 de outubro de 2015

Diálogo Com Chronos By Patrícia Pinna



Absorta, fica a contemplar Chronos 
Em uma sequência natural e impiedosa
Nada pode fazer para que ao seu apogeu volte
E desabafa com ele como se fora íntimo amigo

Percebe-se muito mais exigente, sente-se mais triste
Com as marcas vagarosas a cada nascer do Sol
Instaladas em seu tenro olhar,em seu seio, suas mãos  
E um peso em seu dorso

Banha-se em leite, quer rejuvenescer
Trazer o frescor para a sua alva pele
Adorna-se com seu batom predileto, cor carmim
Quer causar frenesi, ao menos para si

Enfeita seu lóbulo com um par de brincos
Para disfarçar seu receio em desnudar-se          
Colore os olhos para ludibriar as rugas, outrora inexistentes
Sente-se insegura, sentimento cada vez mais frequente
E com seu coração puro desenhado de candura
Teme que seu amado não mais a deseje, aprecie 
Rendendo-se ele aos encantos juvenis, o que faria ela?
A quem doaria o seu amor, seu prazer?

Atentamente Chronos a escuta
E vê tanta coisa de menina em uma mulher
Notória confusão em quem ainda não formou conceitos e ri
-Para que isso, mulher?
És tão linda, sua essência é a sua jovialidade, seu espírito imortal
Suas marcas são bênçãos da vida para ti
E inefável teu sentir, poder que tens inteiramente em si
Viva em gratidão,repele  a contramão e siga tão somente!


Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet
Vídeo: You Tube


domingo, 27 de setembro de 2015

Bela Mulher Perdida! By Patrícia Pinna



Bela mulher, cadê você? Por onde teus olhos ávidos
Neste oceano castanho fazem pouso?Dom de divagar
Em que leito entrega seu amor e descansa seu olhar?
Perdida, ferida, desmedida sob a intensidade deste vaguear

Qual a profundidade dos seus sentimentos explodindo
Em cada lágrima corrente suavemente inocente
Onde constrói tua casa, por onde pisam seus pés
E ama o seu coração? Qual a fase da Lua que andas seguindo?

Razão esquecida em sua perdição, ao poucos, bem devagar
Sangrando por entre  raízes finas, tortas em sua forma 
Inundando a terra seca,banhando em quase morte
Ou quase vida tentando emergir nas flores subindo
Em caules finos tateando receosa de envergar

Bela mulher, não conseguiu encontrar-se, amar sem dor
E deleitar-se em luz? Não conseguiu ser forte?
Para ti a fotossíntese é necessária, sua salvação
Neste emaranhado de confusão sombria
Que encobre seus dias impedindo-lhe  de respirar!


Autoria: Patrícia Pinna
Vídeo: You Tube
Imagem: Internet



domingo, 20 de setembro de 2015

Liberdade ou Prisão, Sua Decisão! By Patrícia Pinna/ Zilda Oliveira





Liberdade ou prisão, o que fazer nesta indecisão?
Questionamentos viajantes na contramão do entendimento
Nessa contramão, muita contradição, inexistindo renascimento
Sem saber que está na mão ou contramão, contra fluxo da vida
Pode até ser...

Quem é este ser que não consegue saber para onde ir?
Viajante do tempo ou um perdido do mesmo?
Quem terá a resposta para tantos questionamentos?

Um ser perdido, apaixonado
Contudo, em seus dias, engaiolado
Nas horas mais confusas de solidão
Consumindo feito fogo tudo o que vivera até aqui

Será que nessa confusão de sentimentos não clama por achar
A direção, um sentido na vida
Que o liberte e o faça mais feliz? Talvez

Como pode alguém viver assim nesta indefinição
Se tem tanto amor para doar?
Liberte-se dessa prisão!!!!!

Apruma o teu ser, sinta a paixão
O amor,a vida e decida o que fazer, arrisque-se!
E arriscar-se implica em romper elos, derreter a chama da vela
Mas é sabido que o amor a tudo dignifica, é libertador, Fênix

Um renascer de olhar reluzente, enlevo de suaves sentimentos
O abraçar feito criança inocente deixando seu ser te pertencer
Para poder compartilhar com o outro o que há de mais profundo
Neste amor para que floresça

Rompe com as as correntes que o amarram
Onde não há mais sentido permanecer
Aproveite esta Primavera onde há renovos
Brote para um novo tempo

E voe, voe longe pairando nas flores
Colore a estação, aromatize o seu ar
Vislumbre uma nova decisão
Flutuando no seio do amor

Assim, o sorriso virá de sua entranha
As respostas para tudo poderás até não ter
Mas será leal ao seu sentimento, sem sofrimento
Sem vestir a couraça da desculpa, da não permissividade

Primar pela prisão ou liberdade fará toda a diferença
Em seu amanhã, um novo amor, uma nova vida
Pode descortinar-se neste porvir

E ouvirás a canção em seus ouvidos
Com notas diferentes, arranjos distintos
Da mesma envolvente melodia
Em prosa ou verso poderá reconstruir
Nova musicalidade aos seus dias

Assim será a tua alma livre e feliz
E não pesará sobre ela qualquer condenação
A liberdade será a única condição para sua realização
Novo ciclo quer por ti ser acaraciado
Com a beleza dessa declarada emoção!


Autoria: Patrícia Pinna/ Zilda Oliveira
Imagem: Internet
Vídeo: You Tube



Foi um imenso prazer, e uma grande honra, criar este poema com a amiga e poeta, Zilda Oliveira, cujo talento encanta-me a cada dia, além da pessoa maravilhosa que ela é.
Uma parceria entre tantas outras que virão, se Deus quiser.
Esperamos que tenham gostado!
Obrigada,amiga.
Beijos na alma.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Quando Chega o Amor! By Patrícia Pinna



E, num dia sem querer, sequer imaginar
O amor fez-se a morada mais linda do olhar
Abençoou a palavra e fez acreditar em sua nascente
Reluziu toda a história numa magia florescente

No abraço quente viajou inebriada por aroma sem igual
E no enleio da canção deixou-se levar com asas de fada
E nada poderia mencionar qualquer falha nesse ideal
Vivenciando a brisa suave, o encanto do beijo, a face ruborizada

Vem da alma esse sentir, junção espiritual,leito de corpos
Deslizando como a mão sob o veludo lírico da rosa, fez poesia
Exausta, adormeceu,sonhou ausência dos pensamentos mortos
E na insensatez do amor sedento, julgamento não caberia

Acalmou o coração, enlaçou as mãos fazendo a união
Colocou por terra a rejeição, o pranto e a solidão
E sem coação, fez-se uma borboleta, livre, leve e solta
Esticou o corpo, estalou os ossos sem remorso, voou pronta!


Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet
Vídeo: You Tube