Ela não queria voltar
Agarrou-se ao pequeno gesto
O que presumia uma festa
Agarrou-se ao pequeno gesto
O que presumia uma festa
Com som suave e intimista
Engoliu as dores, raspas de sangue
Em madeira esculpida e simplória
Em madeira esculpida e simplória
Colocou-se entre passado e presente
Clamava o ardor do futuro
Tempo inerente ao olhar sem visão, coração
A Lua tão cheia refletia seu espírito
E o Céu, seu dissabor
Por quevoltaste, cruel dama?
E o Céu, seu dissabor
Por quevoltaste, cruel dama?
Não convidei-te, abri a porta
Destranquei as correntes para ti
És intrusa, inoportuna, um ser sem piedade
És escória, um flagelo, um deserto
Aparta-te de mim, insana criatura
Não volte, o exílio é o teu lugar
Destranquei as correntes para ti
És intrusa, inoportuna, um ser sem piedade
És escória, um flagelo, um deserto
Aparta-te de mim, insana criatura
Não volte, o exílio é o teu lugar
Faça par com o desespero
Enquanto eu, farei com a esperança
A convidarei para uma dança
Com passos sincronizados no amor!
Enquanto eu, farei com a esperança
A convidarei para uma dança
Com passos sincronizados no amor!
Autoria: Patrícia Pinna
Todos os direitos reservados
Imagem: Internet
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