Escura como a noite em dias de tempestade
Das nuvens densas no céu de solidão
Repousa absoluta alma minha, roncando feito trovão
Absorta, letárgica, clamando alento para a minha fraqueza
Inundada pelas chuvas salinas, gélidas em perdição
Ouço trovoadas ensurdecedoras levando-me ao medo
Vejo relâmpagos tremendo em fúria descompassada
Por eu estar prostada em meu túmulo de dor
Não compreendo a ação da Natureza
Permitindo tanta beleza virar destruição
Desfazendo a serenidade dos pingos da chuva
Deixando uma catástrofe acontecer
Destituiu-se vida plena, criou-se rasgo de amargura
Foi-se embora a candura e a vontade de crer
Que em tudo na vida há motivo para viver!
Autoria: Patrícia Pinna
Imagem: Internet.



















